China opõe-se a sanções dos EUA a empresas ligadas a ex-engenheiro da Google
Os dirigentes chineses expressaram na terça-feira uma “firme oposição” às sanções decididas pelo governo dos EUA a cinco empresas chinesas ligadas a um antigo engenheiro da Google, acusado de roubo de propriedade intelectual.
A decisão “prejudica severamente os direitos e interesses legítimos” das empresas chinesas, disse o ministro do Comércio, em comunicado.
O ministro apelou aos EUA para “corrigirem esta prática errada” e assegurou que o país iria tomar “as medidas necessárias”, sem especificar.
A queixa chinesa aconteceu um dia depois de o Departamento de Estado impor sanções a cinco empresas chinesas ligadas a Linwei Ding, fundador da Shanghai Zhisuan Technology.
O Departamento argumentou que ele elogiou a sua experiência com a Google e proclamou que a sua empresa pode replicar a infraestrutura tecnológica da inteligência artificial (IA) da norte-americana.
Ding fi acusado em 2024 de roubar segredos comerciais da IA da Google, enquanto trabalhava em segredo com duas empresas baseadas na China.
Em janeiro foi condenado por um júri federal em San Francisco por espionagem económica e roubo de segredos comerciais.
Posteriormente, um juiz anulou as acusações de espionagem económica e sentenciou-o a 12 meses de prisão.
O Departamento de Justiça recorreu da anulação das acusações de espionagem económica.
O ministro chinês assegurou que o desenvolvimento da IA na China é “o resultado do fomento de longo prazo da investigação básica, de um contínuo investimento na inovação, da aderência à inovação cientifica e tecnológica independente e d uma cooperação aberta”.
Os sucessos da China “não têm nada a ver com o dito ‘roubo de segredos comerciais'”, acrescentou.
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