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Tensão nos mercados de dívida deixa Orçamento sob pressão

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Tensão nos mercados de dívida deixa Orçamento sob pressão

O Tesouro americano anunciou esta semana, de surpresa, que vai intervir no mercado de obrigações para travar a escalada das taxas de juro.

Não só os EUA, mas outros países como o Japão e também na Europa estão a assistir a um forte agravamento do custo da dívida pública , refletindo os receios com a guerra e a inflação, mas também problemas estruturais como défices e níveis de endividamento público elevados.

Neste capítulo, Portugal até apresenta bons fundamentais, que estão a funcionar como um “amortecedor” .

Ainda assim, o país não sai imune desta mini-crise, que vai pressionar as contas para o Orçamento do Estado para 2027 (OE2027).

Nos últimos dias, os mercados obrigacionistas em todo o mundo foram sacudidos por um sell-off que catapultou os juros da dívida de vários governos para máximos em décadas .

As guerras na Ucrânia e no Médio Oriente e a inflação provocada pela subida do preço do petróleo – que levou os bancos centrais a agravar os juros para evitar nova espiral inflacionista como aquela que se observou em 2022 e 2023 — não são os únicos fatores por detrás desta pressão vendedora nas obrigações.

Dos EUA ao Japão, custo da dívida atinge máximos de décadas Ler Mais Os analistas apontam razões de ordem estrutural como défices e dívidas públicas em níveis elevados e ainda tendências de longo prazo, como o envelhecimento da população, e que estão a disseminar a desconfiança em relação à sustentabilidade das finanças públicas destes países.

Nos EUA, a taxa de juro a 30 anos chegou a atingir máximos de quase duas décadas ao tocar nos 5,34% na terça-feira, antes de o Tesouro anunciar um reforço das recompras de dívida de longo prazo – o plano de Scott Bessent — que os analistas consideram que terá efeitos apenas paliativos numa economia que deverá ter défices públicos acima de 6% do PIB e uma dívida — que atingiu o recorde de 40 biliões de dólares — a subir para os 140% nos próximos anos, segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI).

Na Europa, as yields associadas à dívida da Alemanha no mesmo prazo estão perto dos níveis mais elevados desde 2011.

Meta de financiamento quase assegurada “ Os bons fundamentais domésticos de Portugal funcionam como um amortecedor , mas não isolam o país do movimento global de subida de yields”, avisa Henrique Tomé, analista da XTB.

Ao contrário das grandes economias, a apresentar contas equilibradas nos últimos anos, a dívida pública portuguesa tem seguido uma trajetória descendente desde a pandemia e deverá cair para 87,8% do PIB em 2026 – o primeiro-ministro prometeu resultados “surpreendentes” no final do ano.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em eco.sapo.pt — o conteúdo pertence a ECO.

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