A hora da Europa
Fogos, fronteiras, drogas e mísseis: este verão a Europa teve direito a quase tudo, menos a férias. Cada vez menos o verão é sinónimo de silly season.
Disso mesmo são ilustrativas as notícias que, por estes dias, dominaram a comunicação social. Depois de semanas particularmente difíceis, marcadas pelos piores incêndios florestais das últimas décadas em França e Espanha, a chegada, por via marítima, de dezenas de milhares de pessoas ao enclave de Ceuta colocou a União Europeia sob forte pressão. A ameaça percecionada ao regular funcionamento do Espaço Schengen e às liberdades e garantias que este consagra fez soar os alarmes de Lisboa a Helsínquia.
Ao mesmo tempo, toneladas de droga foram deixadas à deriva ao largo da costa portuguesa, acabando por chegar a várias praias nacionais. Seguiu-se uma dita “Operação Coragem”, e a descoberta de uma embarcação de alta velocidade num reboque de camião junto a uma rampa de acesso ao rio Minho. Tudo num cenário digno de uma boa série de ficção. Só que não.
Do leste da Europa continuam a chegar, diariamente, notícias da guerra na Ucrânia. Dezenas de pessoas morrem todos os dias, enquanto infraestruturas críticas são destruídas sem que se vislumbre um fim para o conflito. Kiev sofreu o maior ataque lançado pela Rússia até à data, ao mesmo tempo que realizou a maior ofensiva com veículos aéreos não tripulados sobre território russo.
No Médio Oriente, prolongam-se as negociações e a reabertura do Estreito de Ormuz permanece uma incógnita.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em cnnportugal.iol.pt — o conteúdo pertence a CNN Portugal.