Ministro considera privatização da TAP "reforma estrutural"
O ministro das Finanças considerou hoje que a entrada da Lufthansa no capital da TAP representa uma "reforma estrutural", com impacto significativo no investimento, no emprego e no desenvolvimento económico de Portugal.
Na conferência de imprensa após o Conselho de Ministros, Joaquim Miranda Sarmento destacou que a integração da transportadora portuguesa num grande grupo mundial permitirá aumentar a frota, as rotas e a atividade da companhia.
"É uma grande oportunidade para o desenvolvimento da empresa", afirmou o governante, acrescentando que o crescimento da TAP representa também uma oportunidade para a economia portuguesa.
Segundo Miranda Sarmento, os benefícios da operação não se limitam à transportadora, estendendo-se a atividades como a manutenção aeronáutica e aos investimentos previstos em Tancos.
O ministro sublinhou que estes projetos poderão contribuir para consolidar a base industrial portuguesa, criar empregos mais qualificados e continuar a potenciar o turismo.
"Esta é uma reforma estrutural", afirmou, explicando que este tipo de medidas permite alterar, a médio e longo prazo, a posição económica de um país.
Para o governante, a decisão de privatização parcial da TAP terá um impacto significativo no investimento e no emprego, não apenas na companhia aérea, mas também nas atividades económicas associadas.
O Governo selecionou hoje a Lufthansa para adquirir até 49,9% do capital da TAP, com uma proposta que prevê um encaixe potencial de 1.201 milhões de euros.
A operação deverá ficar concluída até ao início de 2028, dependendo ainda das autorizações regulatórias, nomeadamente da Comissão Europeia.
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