Urgência do Amadora-Sintra atendeu quase 650 doentes nos últimos dois dias, mais de 60% eram urgentes e muito urgentes
As urgências gerais da região de Lisboa e Vale do Tejo continuam a ser as que registam maiores tempos de espera para primeira observação de doentes urgentes.
O Hospital Fernando da Fonseca (Amadora/Sintra) voltou a ser uma das urgências mais pressionadas ao atingir entre nove a 11 horas de espera para doentes urgentes nestes dias, segundo dados do Portal do SNS.
Esta quarta-feira, dia 2, o retrato repetiu-se.
Pela manhã, a espera para os doentes urgentes ultrapassava as 11 horas, com mais de 80 doentes para primeira observação.
Ao longo doa dia, o fluxo diminuiu um pouco mas, mesmo assim, esta urgência era a que registava maior pressão - mais do que a do Hospital do Barreiro -- a qual, pelas 17h00, registava cerca de duas horas para primeira observação a doentes urgentes.
Na unidade da Amadora, pelas 15h00, o tempo de espera tinha passado para quatro horas, ultrapassando ainda o que é considerado adequado pela triagem de Manchester, 60 minutos.
Pelas 17h00, o portal do SNS indicava haver 67 doentes à espera de primeira observação, 35 urgentes e três muito urgente, com um tempo de espera de 2h08, muito além do tempo adequado pela triagem de Manchester, que é de 15 minutos.
No primeiro dia da semana, a ministra da Saúde, Ana Paula Martins, em declarações aos jornalistas, assumia que neste hospital a espera era elevada, mas justificava-a com o facto de haver uma grande carência de médicos e de enfermeiros na unidade.
Por outro lado, admitiu que a situação ainda poderá piorar durante o mês de setembro se a procura continuar a aumentar.
Ao DN, o Amadora/Sintra justifica também tais tempos de espera com o aumento da procura de cuidados por parte de utentes.
“Nos últimos dois dias (31 de agosto e 1 de setembro), o Serviço de Urgência Geral do Hospital Fernando Fonseca, da ULS Amadora/Sintra, registou cerca de 650.
Deste total, 410 episódios foram classificados como amarelos ou laranjas, correspondendo a cerca de 63% das admissões nos dois dias”.
Ao todo, só no dia 31 deram entrada na urgência 318 doentes, a maioria triado com pulseira amarela, no dia 1 foram 310.
De acordo com a resposta enviada ao nosso jornal, a unidade sublinha ainda que o facto de a maioria dos doentes ter sido triado como urgente ou muito urgente implica outras exigências.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.dn.pt — o conteúdo pertence a Diário de Notícias.