Arnaud Belloni assume liderança executiva da FIAT, Abarth e Lancia na Stellantis
A Stellantis anunciou esta segunda-feira, 31 de agosto, uma profunda reorganização na sua estrutura de liderança para a Europa Alargada, com a nomeação de Arnaud Belloni como novo diretor-executivo (CEO) da FIAT, da Abarth e da Lancia, acumulando ainda a liderança da direção de marketing do grupo para o mercado europeu.
Belloni sucede a Olivier François, figura histórica que esteve à frente das marcas italianas durante vários anos e que, após mais de três décadas de carreira no setor automóvel, transita agora para a posição de consultor estratégico do consórcio liderado por Antonio Filosa.
De nacionalidade francesa e raízes familiares italianas, Arnaud Belloni regressa a um universo onde trabalhou durante 16 anos.
Entre 2004 e 2015, liderou o marketing e a comunicação da Fiat, da Alfa Romeo e da Lancia em França, tendo transitado posteriormente para a vice-presidência de marketing da FCA para a região Ásia-Pacífico, em Xangai.
Mais tarde, destacou-se na Citroën ao liderar o reposicionamento da marca e projetos de mobilidade urbana como o Ami, antes de ingressar no Grupo Renault em 2020 como diretor global de marketing e de marca durante a implementação da estratégia "Renaulution" de Luca de Meo.
O novo líder executivo herda um conjunto de desafios de grande complexidade técnica e comercial no âmbito da execução do plano estratégico da Stellantis.
No caso da FIAT, o foco imediato incide sobre o desenvolvimento da nova família de modelos assentes na plataforma Smart Car, estreada pelo Grande Panda e que incluirá no futuro novos formatos Fastback e SUV.
Esta estratégia exige gerir a convivência entre soluções 100% elétricas acessíveis e motorizações híbridas de entrada de gama para fazer face à crescente pressão da concorrência chinesa e de rivais europeus de baixo custo no segmento B.
Ao mesmo tempo, Belloni terá a missão de gerir o equilíbrio industrial do icónico 500 na fábrica de Mirafiori — onde a chegada da versão híbrida surge para apoiar a cadência produtiva do elétrico 500e —, sem comprometer a liderança destacada e a elevada rentabilidade da marca na América Latina, sustentada por modelos próprios como o Strada, o Pulse e o Fastback.
No que respeita à Lancia, os desafios concentram-se na consolidação do plano de renascimento da marca italiana e na sua internacionalização através da rede comercial dedicada em solo europeu.
Após o arranque com o novo Ypsilon, a marca prepara a introdução do novo Gamma, um crossover fastback do segmento D que será fabricado em Melfi com base na plataforma STLA Medium, dotado de motorizações híbridas e elétricas, antecipando ainda a chegada de um futuro Delta e a recuperação da herança desportiva da chancela HF.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.dn.pt — o conteúdo pertence a Diário de Notícias.