CODU funcionará a 90% da sua capacidade durante greve do INEM
Os serviços mínimos para a greve de setembro dos técnicos do INEM preveem que os Centros de Orientação de Doentes Urgentes (CODU) funcionem a 90% da sua capacidade, adiantou o presidente do sindicato que convoca a paralisação.
O presidente do Sindicato dos Trabalhadores de Emergência Pré-Hospitalar (STEPH), Rui Lázaro, disse à Lusa que “existe acordo nos serviços mínimos” tendo o STEPH aceitado a proposta do INEM em relação aos serviços mínimos do CODU para que passassem de 80% para 90%.
No pré-aviso de greve, o STEPH propôs como serviços mínimos para os CODU [que coordenam e gerem um conjunto de meios de socorro] 80% do número de trabalhadores escalados à data do pré-aviso, 26 de agosto.
Já para os meios de emergência médica, o sindicato propôs a manutenção dos meios que funcionam 24 horas por dia, sete dias por semana.
Rui Lázaro adiantou que já comunicou a decisão à diretora dos recursos humanos do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) e vai enviar a resposta por escrito ao instituto.
Na quarta-feira, a ministra da Saúde, Ana Paula Martins, garantiu que seriam marcados serviços mínimos se a greve dos técnicos do INEM, prevista para 14 e 28 de setembro, não for suspensa, após uma reunião para clarificar as questões que estão na base da greve.
O INEM irá apresentar na próxima semana uma contraproposta ao sindicato e haverá uma nova reunião, que ainda não está agendada, mas que terá de decorrer antes do primeiro dia de greve.
Em concreto, o sindicato pretende que o INEM desista de transformar as ambulâncias de suporte imediato de vida em veículos ligeiros, alegando que isso retira capacidade de transporte de doentes, e que alargue a rede de ambulâncias de emergência até final de 2027, entre outras reivindicações.
O STEPH considera que a reorganização de meios representa uma diminuição da capacidade de socorro, comprometendo a prestação de cuidados de emergência médica pré-hospitalar, uma redução que o INEM tem desmentido por várias vezes, contrapondo com o reforço da resposta que será dada à população.
A greve do INEM de 04 de novembro de 2024, coincidiu com uma paralisação da administração pública e registaram-se 12 mortes, três das quais associadas a atrasos no socorro, segundo a Inspeção-Geral das Atividades em Saúde (IGAS).
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