Gangue do Rolex: Vítima rejeita responsabilidade na morte de assaltante
O condutor vítima de um roubo violento em Lisboa, na passada terça-feira, rejeita ter sido responsável pela morte do assaltante. O homem, que quer continuar anónimo, alega ter agido em legítima defesa e que no momento em que tudo aconteceu tinha uma arma de fogo apontada à cabeça e tentava fugir.
O empresário do Norte refere, em declarações à SIC Notícias , que tinha vindo de Braga para fechar um negócio em Lisboa, quando o crime ocorreu, na Avenida de Berlim, perto do aeroporto. O alerta para o roubo foi dado cerca das 13h00.
Seguia acompanhado de uma agente imobiliária, conta, tendo ambos sido obrigados a sair do carro, um BMW, após o embate intencional de uma mota - onde seguia um dos assaltantes.
Logo em seguida, já sob ameaça de uma faca, diz recordar ter visto a chegada de uma outra mota, desta feita com um segundo assaltante, vestido de preto e de rosto tapado, munido de uma arma de fogo.
Descreve ainda ao canal de televisão que, ao contrário do que foi avançado inicialmente, tratavam-se apenas de dois ladrões e não quatro, tendo um morrido no assalto e o outro estando foragido. Durante o assalto foram roubados dois relógios da marca Rolex, um fio e três pulseiras, avaliados em 100 mil euros.
O homem de 40 anos explica ainda que durante todo o assalto esteve na mira da pistola do assaltante, mesmo já depois de ter entrado dentro do carro novamente para tentar fugir. Terá sido por isso, justifica, que baixou a cabeça à altura do volante, tendo acelerado sem ver a estrada.
Acabou por embater numa das motas, mas reforça que não estava a perseguir ninguém e que acelerou apenas em desespero, em legítima defesa, para fugir e evitar ser morto a tiro.
Após a colisão, detalha o empresário ao meio de comunicação, o assaltante perdeu o controlo da mota enquanto também tentava fugir tendo-se despistado contra outro carro, um Mercedes, onde seguia um casal, com uma mulher na casa dos 40 anos ao volante. Frisa ainda ter testemunhas de que não terá sido o responsável pela morte do assaltante.
O condutor do BMW e vítima do assalto já foi interrogado pela PSP, com quem diz ter partilhado esta versão da história. Foi constituído arguido, tendo ficado com a medida de coação de termo de identidade e residência.
A vítima mortal era um criminoso procurado, já com cadastro, que pertenceria ao gangue do Rolex, responsável por vários roubos de itens de luxo. O óbito foi declarado no local após manobras de reanimação.
De acordo com o Correio da Manhã, o assaltante estava indocumentado, mas ao que tudo indica seria sul-americano e terá viajado para Portugal a partir de Espanha, com cúmplices.
Recorde-se que segundo a versão dos acontecimentos partilhada inicialmente pela PSP com o Notícias ao Minuto , o suspeito teria morrido em sequência de uma perseguição iniciada pela vítima do roubo.
O caso está agora a ser investigado pela Polícia Judiciária (PJ), que esteve na altura no local a fazer perícias.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.noticiasaominuto.com — o conteúdo pertence a Notícias ao Minuto - País.