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Economia

IL acusa PSD de “tentar comprar votos dos portugueses” e de “rifa eleitoral” com descida do IRS

ECO ·
IL acusa PSD de “tentar comprar votos dos portugueses” e de “rifa eleitoral” com descida do IRS

O líder parlamentar da IL afirmou esta segunda-feira que há uma “maioria de empatas” a impedir reformas, acusando o PSD de “comprar o voto dos portugueses”, o Chega de ter medo e o PS de ser uma “naftalina política” .

Mário Amorim Lopes discursava na abertura das jornadas parlamentares da IL, que decorre esta segunda e terça-feira, no Porto, num hotel no centro da cidade, perante uma plateia de perto de 50 pessoas, entre os quais deputados e dirigentes do partido.

Com umas jornadas centradas em reformar o país, o deputado começou por defender que Portugal “não está ingovernável” – referindo que, inclusive, foi chumbada recentemente uma moção de censura que “renovou condições para o Governo poder continuar a fazer o seu trabalho” -, mas sim “irreformável”.

“Está irreformável porque, em Portugal, existe uma maioria.

Não é uma maioria de direita, não é uma maioria de esquerda, não é, tão pouco, uma maioria de centro, é a maioria dos empatas.

Há um conjunto de partidos em Portugal que são os empata-nação”, argumentou.

Para Mário Amorim Lopes, esta maioria é formada por partidos que “estão satisfeitos com o ‘status quo’ do país ou não percebem que” o país “pode ser muito mais” do que é.

O liberal acusou o PSD de dizer que quer reformar o país ao mesmo tempo que recua “na hora da verdade”, dando como exemplo a recusa em reformar a Segurança Social ou a Justiça, e acusou também o partido do Governo de “ tentar comprar os votos dos portugueses “.

“Fez uma autêntica rifa eleitoral no dia da moção de censura, tentando distribuir uns aumentos temporários de pensões, tentando fazer umas reduções marginais de IRS, que não vão mexer a agulha e que, aliás, requerem uma discussão a sério, estruturada, sobre qual deve ser o nosso sistema fiscal.

E isso foi uma autêntica rifa eleitoral, mas para rifas eleitorais já tínhamos António Costa, já tínhamos o PS “, atirou.

Sobre o Chega, Mário Amorim Lopes disse que o partido “só não empata o protesto”, criticando o facto de ter apresentado uma moção de censura ao mesmo tempo que se diz disponível para negociar o Orçamento do Estado para 2027.

O líder da bancada liberal considerou também que o partido de André Ventura empata também reformas importantes para o país , recordando o voto que inviabilizou a alteração da lei laboral proposta pelo Governo.

O deputado criticou ainda o PS e o seu secretário-geral, José Luís Carneiro, acusando-o de adotar uma posição passiva em relação ao Orçamento do Estado.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em eco.sapo.pt — o conteúdo pertence a ECO.

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