Portugal e Índia, um diálogo histórico que se reinventa e surpreende
São mais de cinco séculos de trocas culturais e influências mútuas.
No início, através de rotas marítimas.
Depois, pela redescoberta mútua, feita de sincretismos, como os contadores indo-portugueses, habitados por gavetas e gavetinhas e recantos escondidos para guardar segredos.
O encontro do saber-fazer de dois povos revelou-nos a vastidão de possibilidades de fazer história em conjunto.
Distante geograficamente, a Índia não nos é assim tão distante.
Mas muitas das suas manifestações contemporâneas teimam em não chegar ao ritmo do tempo em que vivemos.
Daí que a proposta do Palácio dos Duques de Cadaval, em Évora, seja difícil de recusar.
Fazê-lo seria ignorar o território simbólico desta “Índia”, que nutre a continuidade deste diálogo de séculos entre os dois países.
Sem facilitismos.
Ou seja, nesta exposição, não exalta o exotismo nem uma qualquer leitura histórica.
Pretende-se, antes, explorar as possibilidades do presente.
Como? Através de um diálogo entre mundos, uma pluralidade radical, entre tribal e urbano.
Saindo das narrativas eurocêntricas e trilhando a dimensão espiritual que as mais de 90 obras aqui reunidas convoca.
Transformar a consciência A arte contemporânea tântrica carateriza-se pela reinterpretação moderna de símbolos e conceitos espirituais do tantrismo, através de composições figurativas altamente simbólicas, nas quais a experiência estética se associa à meditação, à energia cósmica e à transformação da consciência.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em jornaleconomico.sapo.pt — o conteúdo pertence a Jornal Económico.