domingo, 18 de outubro de 2026 PortaisSobre🌓
🇵🇹 PT ▾
ÚLTIMA HORA
› 01h Terminou hora limite dos protestos sem desmobilização› "Ontem, vi francamente horrorizado uma exortação à violência numa manifestação completamente inorgânica" no Porto› "Acho estranho que um movimento que está a lutar por uma causa tenha um tal grau de preparação prévia para o caso de alguma coisa se descontrolar"› "Movimentos políticos e anarquistas aproveitam estas manifestações e transformam-nas em atos violentos"› "Hoje, amanhã e até quando for preciso". Manifestantes no Porto decidem voltar a acampar na Praça D.João I› Trump volta a associar imigração à criminalidade para mobilizar eleitorado republicano› Nem todos morreram em Pompeia. O que aconteceu a quem escapou à erupção do Vesúvio?› Armas para todos, cortes nos apoios sociais e guerra aos traficantes: Lula e Flávio Bolsonaro ainda não foram a debates, mas já deram spoilers de como será o primeiro frente a frente› Jovens dividem-se entre Lula e Flávio Bolsonaro a uma semana da segunda volta das eleições no Brasil› Montenegro "inventou uma língua só para ele": o "'serpentês' político, porque envenena a discussão na tentativa de matar os assuntos políticos"› 01h Terminou hora limite dos protestos sem desmobilização› "Ontem, vi francamente horrorizado uma exortação à violência numa manifestação completamente inorgânica" no Porto› "Acho estranho que um movimento que está a lutar por uma causa tenha um tal grau de preparação prévia para o caso de alguma coisa se descontrolar"› "Movimentos políticos e anarquistas aproveitam estas manifestações e transformam-nas em atos violentos"› "Hoje, amanhã e até quando for preciso". Manifestantes no Porto decidem voltar a acampar na Praça D.João I› Trump volta a associar imigração à criminalidade para mobilizar eleitorado republicano› Nem todos morreram em Pompeia. O que aconteceu a quem escapou à erupção do Vesúvio?› Armas para todos, cortes nos apoios sociais e guerra aos traficantes: Lula e Flávio Bolsonaro ainda não foram a debates, mas já deram spoilers de como será o primeiro frente a frente› Jovens dividem-se entre Lula e Flávio Bolsonaro a uma semana da segunda volta das eleições no Brasil› Montenegro "inventou uma língua só para ele": o "'serpentês' político, porque envenena a discussão na tentativa de matar os assuntos políticos"
Últimas

Sobre o 7 de Outubro de 2023

Observador ·
Sobre o 7 de Outubro de 2023

Nos campos de extermínio criados pelo nacional-socialismo alemão, uma imaginação guiada por uma corrupção moral satânica inaudita inventou uma forma de execução perversa. Passava-se o laço à volta do pescoço do condenado, que, para evitar o enforcamento, se via obrigado a manter-se em bicos dos pés, até que a exaustão levasse a melhor. Tombando, o infeliz enforcava-se a si mesmo. A lógica concentracionária exigia a humilhação, a desumanização até ao fim. As suas leis de ferro impunham a degradação total até ao ponto em que a morte surge como libertação. A distorção grotesca da Criação revela-se aqui: o mal que não deve existir suprime-se a si mesmo. Sendo radical, o mal não se redime, não ascende até Deus, afunda-se no abismo da não existência.

Em primeiro lugar, levou a uma mudança radical na consciência judaica. Até então considerado um baluarte contra as constantes violências e exacções infligidas aos judeus, Israel perdeu esse estatuto. Não só os habitantes do país se viram privados da defesa que o Estado lhes oferecia, como, entre os judeus da diáspora, o próprio Estado ficou em certa medida deslegitimado. Não se trata de um mero retrocesso para uma situação anterior à criação do Estado de Israel. É muito pior. É a prova de que a ultima ratio nos conflitos humanos falhou. O Estado como possibilidade de protecção armada, capaz de opor violência à violência, revelou-se insuficiente. Uma vez mais, os judeus foram reduzidos à condição de objecto. Com tanta mais força agarravam a sua condição de sujeitos, que o sujeito estatal assegurava – real e simbolicamente – tanto mais inermes e desesperançados se encontram agora. A recaída é mais grave do que a doença. A insegurança existencial daí decorrente não pode ser subestimada quando da avaliação das decisões políticas e militares de Israel, e também dos judeus fora de Israel. Tudo isso constituiu, é preciso reconhecê-lo, uma primeira vitória do Hamas – as placas tectónicas moveram-se e teve início um novo capítulo do martirológio judaico.

Em segundo lugar, prevendo a resposta de Israel, e desejando-a porque era essencial ao plano urdido, levaram a cabo uma inversão total dos valores. Foi travestida em genocídio a disparidade do número de mortos, inevitável numa guerra daquele tipo, para anular o que sobrava do crédito moral de Israel, que se arraigava em grande medida na má consciência ocidental. Agudizada pelo paroxismo nacional-socialista, era essa má consciência que importava desmantelar metodicamente. O cerco linguístico, montado já há muito tempo pela propaganda soviética, árabe e islâmica, foi apertado sem apelação. A prova é inequívoca. Toda e qualquer crítica a Israel chega mais cedo ou mais tarde ao genocídio; todo e qualquer texto jornalístico crítico de Israel chega mais cedo ou mais tarde a uma referência ao nacional-socialismo. Entre todas as chacinas e mortandades da história, a unanimidade, voluntária ou involuntária, faz-se com base na comparação com o nazismo. Essa alquimia nefanda – outra vitória do Hamas – permitiu-lhe dois ganhos de causa.

Ler a notícia completa no Observador ›

Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em observador.pt — o conteúdo pertence a Observador.

Este assunto em outros veículos

Mais de Observador

Ver tudo ›

Mais em Últimas

Ver tudo ›