Trump diz que EUA podem precisar de atacar Pickaxe Mountain no Irão. Porque importa tanto esta montanha?
Donald Trump disse que os EUA poderão ter de atingir Pickaxe Mountain para garantir que o Irão não tem uma arma nuclear, “porque, se a tivessem, usá-la-iam”.
Donald Trump diz que o programa nuclear iraniano está “enterrado sob milhões de toneladas de montanha” e que “talvez tenhamos de ir lá, vamos atacar essa, vamos destruí-la rapidamente”.
Garante que não usaria armas nucleares nem tropas terrestres no Irão.
Não confirmou se autorizou o uso da bomba GBU-43/B (MOAB, a “mãe de todas as bombas”) contra infraestruturas energéticas e nucleares iranianas, mas sublinhou que não é uma bomba nuclear.
Trump já tinha dito em julho que os EUA iriam atingir a zona “em breve e com muita força” e que sabe “exatamente o que se passa” e que será preciso destruí-la se não houver acordo.
O porta-voz da diplomacia iraniana, Esmail Baghaei, já na altura fez saber que não há atividade nuclear no local e chamou às ameaças “um pretexto fabricado para agressão”.
O complexo, Kuh-e Kolang, fica a sul de Natanz e tem quatro entradas de túnel, duas a este e duas a oeste.
As imagens de satélite mostram obras contínuas, um perímetro vedado construído depois da guerra de 12 dias de junho de 2025 e camiões junto às entradas, e o Institute for Science and International Security (ISIS) indica que o Irão encheu parcialmente os dois túneis orientais para bloquear o acesso por terra.
O núcleo poderá estar a cerca de 100 metros de profundidade, mais fundo do que Fordo e Natanz, enquanto a bomba GBU-57, de cerca de 13 000 kg, penetra até cerca de 61 metros de terra.
Os especialistas consideram por isso muito difícil destruí-lo por completo, mas admitem que os EUA poderiam atingir entradas, ventilação, estradas e comunicações e paralisar a instalação.
A AIEA nunca teve acesso ao local, e há alegações não comprovadas de que poderá guardar parte dos cerca de 440 kg de urânio enriquecido a 60% ou centrifugadoras retiradas de Natanz e Fordo.
David Albright, do ISIS, diz que o receio é que venha a produzir urânio para armas, mas que, tanto quanto se sabe, isso não está a acontecer.
Também em julho, Trump tinha dito à CNN Internacional que os EUA iriam atingir a zona “em breve” e que “não há nada que eles possam fazer”, ao que Teerão respondeu que um ataque a instalações nucleares seria tratado como uma expansão da guerra.
Trump ameaçou ainda destruir uma ponte ou uma central elétrica por cada ataque iraniano no Estreito de Ormuz.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em 24.sapo.pt — o conteúdo pertence a SAPO24.