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Volkswagen quer acabar com marca Seat para se focar no Cupra

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Volkswagen quer acabar com marca Seat para se focar no Cupra

Num momento em que está a implementar um profundo plano de reestruturação, que inclui despedimentos e cortes de produção , a Volkswagen poderá acabar com a marca Seat já em 2029 .

Esta decisão, que ainda não foi confirmada oficialmente, visa reforçar a “competitividade e eficiência” da construtora alemã.

VW: “Plano atual é produzir ID.Every1 na Autoeuropa” Ler Mais Segundo adianta o Expánsion , que cita uma notícia do jornal alemão WirtschaftsWoche, a decisão de prescindir da marca Seat tem como objetivo permitir à multinacional germânica focar-se no Cupra.

O jornal alemão detalha que a marca Seat deixará de ser produzida, o mais tardar, no final de 2029 , uma medida que demonstra as dificuldades financeiras da multinacional alemã, que detém a Autoeuropa, em Palmela.

Segundo a mesma notícia, a decisão aprovada pela administração será levada ao conselho de supervisão da empresa esta sexta-feira.

O Expansión contactou fontes da Seat em Espanha, mas a empresa adiantou que até agora não foi tomada nenhuma decisão final.

A Seat já não faz parte da visão estratégica do Grupo Volkswagen para 2030.

Segundo a mesma notícia, a sua eliminação gradual permitiria reduzir a complexidade e o peso do investimento dentro do grupo, que pretende centrar-se na marca Cupra.

O Conselho de Supervisão da Volkswagen reúne-se esta sexta-feira para discutir os planos de redução de custos da empresa, que poderão levar ao encerramento de quatro fábricas na Alemanha — Zwickau, Emden, Hannover e a fábrica da Audi em Neckarsulm —, embora ainda não haja uma decisão nesse sentido, bem como a novos cortes de milhares de postos de trabalho em todo o mundo.

O grupo alemão adiantou em julho que vai reduzir a sua capacidade de produção em 25%.

Uma semana depois, uma nota interna da construtora automóvel confirmou que estão a ser planeados cerca de 100 mil despedimentos .

A empresa tem atravessado um período conturbado, marcado pela crescente concorrência chinesa e quebra de lucros.

Perante esta crise, Oliver Blume, líder da maior construtora automóvel europeia, tem em cima da mesa várias medidas para se tornar mais eficiente, incluindo um agressivo corte de postos de trabalho — que, se for executado, ficará para a história como um dos maiores planos de despedimentos da história corporativa, superando mesmo os da General Motors e da IBM nos anos 90.

Em Portugal, a multinacional pretende manter o plano atual de construir o modelo elétrico da marca na Autoeuropa, em Palmela, apesar do processo de reestruturação global.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em eco.sapo.pt — o conteúdo pertence a ECO.

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