EUA preparam opções para retomar ataques ao Irão enquanto tensão aumenta em Ormuz
Os Estados Unidos terão pedido ao Pentágono que prepare opções para uma eventual retoma das operações militares contra o Irão, numa altura em que as negociações para terminar a guerra continuam bloqueadas e a tensão no Estreito de Ormuz aumenta.
A informação, avançada por fontes norte-americanas e citada por vários meios, não significa que o Presidente Donald Trump tenha tomado uma decisão definitiva sobre novos ataques.
Segundo a informação divulgada esta quinta-feira, a ordem dada ao aparelho militar norte-americano não estabelece uma data para uma eventual nova ofensiva.
A Casa Branca continua a afirmar que Washington mantém uma posição de força, enquanto as exigências relativas ao programa nuclear iraniano permanecem no centro do impasse diplomático.
O vice-presidente norte-americano, JD Vance, afirmou esta semana à Reuters que Teerão terá de aceitar uma redução significativa da sua capacidade de enriquecimento de urânio para que seja possível alcançar um acordo.
A questão nuclear continua, assim, a ser um dos principais obstáculos às negociações.
A tensão concentra-se também no Estreito de Ormuz, por onde passava antes da guerra uma parcela significativa do comércio mundial de petróleo.
A Reuters contabilizou pelo menos 12 incidentes envolvendo petroleiros entre 28 de setembro e 5 de outubro, incluindo ataques, tentativas de ataque, sobrevoos de drones e ações de intimidação.
É o número semanal mais elevado desde o início da guerra.
Um novo incidente envolvendo um petroleiro ao largo do Qatar provocou vítimas e voltou a colocar em causa a segurança da navegação.
A escalada fez disparar os preços do petróleo esta quinta-feira: o Brent chegou a subir quase 4%, ultrapassando os 104 dólares por barril nos mercados asiáticos.
O impacto económico pode ser significativo porque o Estreito de Ormuz é uma das principais rotas mundiais de transporte de energia.
A persistência dos ataques aumenta os custos de seguro e transporte e pode limitar o volume de petróleo que chega aos mercados internacionais.
Um conselheiro do comandante da Guarda Revolucionária iraniana afirmou entretanto que Teerão pretende fechar em breve o que considera serem “rotas ilegais” junto à costa de Omã.
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