Banco de Portugal alerta para vídeos falsos que promovem investimentos em criptoativos
O Banco de Portugal alerta para a divulgação de vídeos falsos que aparentam ser reportagens ou excertos de programas de televisão, mas que utilizam indevidamente a identidade da instituição para promover investimentos em criptoativos.
Em informação divulgada no seu site, o banco central esclarece que nem o Governador nem qualquer outro representante da instituição publicitam ou recomendam investimentos financeiros.
O Banco de Portugal sublinha que não realiza operações comerciais, não concede crédito ao público, não recebe depósitos nem vende produtos financeiros, incluindo criptoativos, a particulares ou empresas.
A instituição também não divulga pareceres profissionais ou jurídicos, nem conselhos, recomendações ou sugestões para a aquisição de créditos ou de produtos e serviços de poupança ou investimento.
Entre as práticas que o banco central diz não realizar estão ainda o desbloqueio ou a emissão de certificados para desbloquear fundos, a exigência de pagamentos para eliminar responsabilidades de crédito e os contactos telefónicos a particulares ou empresas para solicitar dados bancários.
Inteligência artificial usada para imitar comunicações oficiais A instituição refere que têm sido identificados vários casos de utilização indevida do seu nome e logótipo, bem como de imagens do Governador e de outros representantes.
Em alguns casos, são utilizadas imagens, vídeos ou gravações de áudio manipulados com recurso a inteligência artificial, conhecidos como deepfakes , que podem ser quase indistinguíveis de comunicações reais.
O Banco de Portugal alerta também para situações de spoofing , uma técnica que permite usurpar a identidade de telecomunicações da instituição.
Nestes casos, o nome do banco central ou os seus números de telefone e endereços de e-mail são copiados para criar a aparência de que uma comunicação teve origem na instituição.
Por isso, o banco central recomenda prudência mesmo quando as mensagens parecem legítimas, reiterando que não aconselha nem sugere a aquisição de créditos ou de produtos e serviços de poupança ou investimento.
Perante uma comunicação suspeita que invoque o nome do Banco de Portugal, a instituição recomenda que os destinatários não entrem em contacto com os autores, não enviem dinheiro nem forneçam informações bancárias, incluindo dados de cartões de crédito.
O banco central garante que nunca solicita esse tipo de informação.
Os dados pessoais são pedidos apenas no âmbito dos serviços prestados a particulares, disponíveis na área do cidadão do Banco de Portugal .
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em 24.sapo.pt — o conteúdo pertence a SAPO24.