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A Europa já percebeu. Agora Portugal tem de acelerar

Jornal Económico ·

Todos os dias são gerados resíduos agrícolas, pecuários, agroindustriais e urbanos que podem ser valorizados para produzir energia útil na indústria e na mobilidade.

É o que acontece com o biometano, um gás renovável produzido a partir de matéria orgânica.

Esta possibilidade ganha particular relevância num momento em que a Europa procura reduzir a dependência energética externa e, simultaneamente, manter uma indústria competitiva.

Os números mostram a dimensão da oportunidade, mas também a distância entre o potencial e a execução.

Em 2024, a Europa produziu cerca de 5 mil milhões de metros cúbicos de biometano, quando a União Europeia estabeleceu, no âmbito do REPowerEU, a meta de atingir 35 mil milhões de metros cúbicos anuais até 2030.

Segundo um estudo recente realizado para a Associação Europeia de Biogás, apesar de o potencial existir, o ritmo atual não permitirá à União Europeia alcançar esta meta.

O desafio está em transformar a ambição política em projetos concretos.

Em Portugal, em 2022, a Dourogás foi responsável pela primeira produção e injeção de biometano na rede nacional de gás.

Desde então, o Grupo tem desenvolvido soluções para a sua utilização pela indústria.

A lógica é simples: valorizar recursos disponíveis e utilizar infraestruturas que já existem para colocar energia onde ela é necessária.

O hidrogénio verde, produzido com recurso a eletricidade renovável, pode desempenhar um papel relevante na indústria e na mobilidade, onde a eletrificação enfrenta maiores desafios.

Projetos como o H2Driven, no qual a Dourogás participa, procuram desenvolver uma cadeia de valor para a produção de hidrogénio verde e metanol renovável, com aplicações na indústria e mobilidade pesada.

A transição energética não será feita por uma única tecnologia.

O biometano e o hidrogénio verde não devem, por isso, ser encarados como soluções concorrentes, mas como respostas complementares a diferentes necessidades energéticas.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em jornaleconomico.sapo.pt — o conteúdo pertence a Jornal Económico.

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