Banco de Fomento justifica deslocação a Paris com agenda de cooperação económica e garante divulgação futura dos custos
O Banco Português de Fomento (BPF), em declarações ao Jornal Económico, justificou a deslocação a Paris, marcada para 19 de setembro, com uma agenda de trabalho destinada a reforçar a cooperação económica entre Portugal e França, mobilizar investimento e promover a partilha de conhecimento sobre financiamento empresarial.
A resposta surge após a notícia do Correio da Manhã, que dizia que o banco público suportará os custos da viagem dos membros do Conselho Consultivo Estratégico e do presidente da comissão executiva, Gonçalo Regalado.
Segundo o BPF, a agenda inclui várias reuniões de trabalho com a Bpifrance, instituição pública francesa de financiamento e investimento empresarial.
“A agenda integra encontros de trabalho com o Bpifrance – instituição de referência com instrumentos de investimento de grande impacto e balanço de mais de 330 mil milhões de euros.
No Banco de Fomento francês decorrerão múltiplas reuniões, sessões de trabalho conjuntas e apresentações institucionais da equipa do Bpifrance com o foco nas soluções em França aplicáveis à economia portuguesa.
A deslocação permite uma troca direta de experiências sobre modelos de intervenção, instrumentos financeiros, processos, práticas de acompanhamento de empresas e mecanismos de mobilização de investimento”, revela fonte oficial do banco promocional.
Segundo o BPF, a agenda inclui, para além de reuniões de trabalho com o Bpifrance, encontros com a OCDE, a Embaixada de Portugal em Paris, empresários portugueses com atividade em França e empresários franceses com investimentos em Portugal.
O objetivo passa por identificar oportunidades de cooperação económica e conhecer modelos de financiamento e instrumentos de investimento que possam ser aplicados à economia portuguesa.
A instituição financeira sustenta que o contacto presencial permitirá uma troca direta de experiências sobre modelos de intervenção, instrumentos financeiros, processos de acompanhamento de empresas e mecanismos de mobilização de investimento.
O BPF refere ainda que este conhecimento “não seria replicável com a mesma profundidade” através de reuniões remotas ou de encontros realizados em Lisboa.
O banco esclarece ainda que as reuniões ordinárias do Conselho Consultivo Estratégico decorrem habitualmente em Portugal e que todos os conselheiros são convidados a participar.
No entanto, refere que nem todos os membros costumam estar presentes devido a incompatibilidades de agenda, estando prevista também a participação remota de alguns conselheiros nas sessões gerais.
Número de participantes e custo continuam por divulgar O BPF não revelou quantas pessoas participarão presencialmente na deslocação nem qual será o custo total previsto, incluindo viagens, alojamento, refeições e outras despesas.
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