MP diz que inscrições em balas provam motivação política na morte de Charlie Kirk
Os procuradores do caso do homicídio de Charlie Kirk argumentaram que as inscrições nas balas que mataram o comentador político norte-americano demonstram que este foi visado pelas suas orientações políticas.
Na terça-feira, durante o julgamento do atirador Tyler Robinson, a acusação e a defesa apresentaram documentos divergentes focados em saber se o crime incluiu fatores agravantes que tornariam Robinson elegível para a pena de morte, caso seja condenado.
Determinar se Robinson agiu por ideologia ou motivação política pode ser determinante para os procuradores que procuram a pena de morte, ou para a defesa.
Entre estes fatores estão o facto de o ataque a tiro ter colocado em perigo milhares de outras pessoas que assistiam ao evento de Kirk a 10 de setembro de 2025, na Universidade de Utah Valley.
Robinson é acusado de crimes que incluem homicídio qualificado e ainda não declarou a sua culpa ou inocência. O arguido, de 23 anos, entregou-se às autoridades um dia após o tiroteio.
O mais recente conjunto de documentos judiciais surge após uma audiência preliminar de cinco dias, em julho, na qual os procuradores apresentaram o que classificaram de provas avassaladoras contra Robinson, enquanto os advogados de defesa tentaram semear dúvidas sobre as conclusões dos peritos.
O juiz Tony Graf afirmou que decidirá se o caso avança para julgamento após voltar a ouvir ambas as partes, a 01 de setembro.
Num documento entregue no final de terça-feira, os procuradores argumentaram que as inscrições "Hey Facist! CATCH!" ("Fascista! APANHA!") numa bala encontrada na presumível arma do crime era uma "referência política explícita". Notaram ainda que Robinson terá escrito numa mensagem de texto sobre Kirk: "Já estava farto do ódio dele. Há ódio que não se resolve com negociações".
Os advogados de Robinson argumentaram que a mensagem de texto não é uma prova suficientemente forte para demonstrar uma motivação política.
Antes da morte, Kirk e a organização que cofundou, a Turning Point USA, mobilizaram o voto da juventude conservadora para ajudar o Presidente Donald Trump a vencer um segundo mandato.
Os procuradores sustentam que a oposição de Kirk ao casamento entre pessoas do mesmo sexo e aos serviços médicos de afirmação de género contrastava fortemente com Robinson, que alegadamente mantinha uma relação amorosa com o colega de casa, Lance Twiggs.
Twiggs disse aos investigadores que tinha considerado fazer uma transição de género na altura do homicídio de Kirk, segundo a acusação.
Uma nota manuscrita que os procuradores alegam que Robinson deixou a Twiggs dizia, em parte: "Tive a oportunidade de eliminar o Charlie Kirk e aproveitei-a".
Numa entrevista gravada exibida no tribunal em julho, Twiggs afirmou que nunca tinha ouvido Robinson falar sobre Kirk antes do tiroteio.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.rtp.pt — o conteúdo pertence a RTP Notícias.