Eleições? Netanyahu apela: "Não desperdicem votos"
"N ão desperdicem os vossos votos. Protejam a direita. Votem no Likud", afirmou Netanyahu numa mensagem em hebraico nas redes sociais, na qual prevê que o afastamento do atual executivo levaria a “um regime fascista” em Israel, impedindo a liberdade de expressão, incluindo o “encerramento da Internet” e do Canal 14, que lhe é próximo.
Na sua mensagem, reproduzida pela imprensa israelita, Benjamin Netanyahu apelou ao eleitorado para "não desperdiçar" votos em pequenos partidos que podem não alcançar a fasquia mínima de 3,25% para alcançar representação parlamentar e pôr em causa a continuidade do seu Governo.
"Estas eleições serão decididas por cada voto. Não desperdicem os vossos votos em partidos pequenos que podem não atingir o limite necessário, levando a esquerda ao poder", declarou o chefe do Governo e líder do atual partido maioritário.
O dirigente israelita observou que os partidos de esquerda obtiveram a vitória nas eleições de 1992 devido às divisões causadas pelo então primeiro-ministro, Yitzhak Shamir, após as quais o governo seguinte assinou os Acordos de Oslo com a Autoridade Palestiniana.
"Pagámos com milhares de cidadãos assassinados e milhares de vítimas, e ainda hoje enfrentamos este problema, decorrente daquele problema, em que grupos dissidentes de partidos de direita se separaram e derrubaram o governo de direita", afirmou Netanyahu, questionando se "este erro se repetirá".
A mensagem do primeiro-ministro israelita surge na véspera do lançamento de um novo partido, liderado pelo ex-general Ofer Winter, que poderá atrair votos da extrema-direita e enfraquecer as forças políticas dos aliados radicais no Governo.
O ativista e influenciador Yoseph Haddad lançou também um novo partido de direita, ameaçando desviar votos do Likud e dos seus parceiros de coligação.
Estes novos partidos vão juntar-se a outros criados nas últimas semanas, lançados por figuras nacionalistas descontentes com o Likud, embora haja dúvidas se obterão os 3,25% dos votos necessários para terem representação no Knesset.
No entanto, de acordo com uma sondagem publicada no domingo pela emissora pública israelita Kan, o partido de Winter poderá ultrapassar aquela barreira, enquanto o bloco pró-governamental ficaria aquém da atual maioria, conseguindo apenas 52 dos 120 lugares parlamentares.
O bloco dos partidos de oposição consegue eleger 58 deputados, entre divergências das principais forças políticas sobre um acordo de maioria que viabilize um governo.
A maioria das sondagens em Israel coloca o Likud empatado ou logo atrás do seu principal adversário, o partido centrista Yashar, fundado em 2025 e presidido pelo antigo chefe das forças armadas Gadi Eisenkot.
A coligação B’Yachad (Juntos), criada este ano pelos antigos primeiros-ministros Naftali Bennett e Yair Lapid, atual líder da oposição, aparece em terceiro lugar e no quarto figura o Yisrael Beytenu (Israel é a Nossa Casa), partido nacionalista, de direita e secular, liderado pelo deputado Avigdor Liberman, mas ambos seguem longe do Likud e do Yashar.
Os Democratas, partido social-democrata sionista dirigido pelo antigo general Yair Golan, está colocado no quinto lugar nas sondagens e só depo
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