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Sudão? ONU adverte para agravamento do conflito e situação dos civis

Notícias ao Minuto - Mundo ·
Sudão? ONU adverte para agravamento do conflito e situação dos civis

“ As consequências deste conflito serão duradouras e deveriam chocar-nos a todos nós”, disse hoje a subsecretária-geral da ONU para Assuntos Políticos e de Consolidação da Paz, Rosemary DiCarlo, numa reunião do Conselho de Segurança convocada pela Dinamarca para discutir a proteção de civis e as consequências humanitárias do conflito em curso no Sudão.

DiCarlo frisou que os civis enfrentam uma das piores crises humanitárias, lidando com frequentes ataques de drones contra mercados, escolas, postos de combustível e infraestrutura de água, além da temporada de chuvas.

Cerca de 13 milhões de pessoas fugiram das suas casas, mas as dificuldades de acesso impossibilitaram a confirmação do número real de mortos: "é provável que chegue às centenas de milhares", declarou.

“Assassínios brutais em massa e atrocidades, sequestros de mulheres e meninas e violações coletivas são padrões recorrentes”, alertou.

A guerra no Sudão entre o Exército e o grupo paramilitar Forças de Apoio Rápido (RSF, na sigla em inglês) causou dezenas de milhares de mortos desde o início, em 15 de abril de 2023, e forçou o êxodo de milhões de pessoas na pior crise de deslocados e de fome do mundo, segundo a ONU.

No Cordofão do Norte, ataques com drones continuam, enquanto ambos os lados competem pelo controlo de cidades estrategicamente importantes, descreveu hoje DiCarlo, reiterando profunda preocupação com o risco iminente de atrocidades em larga escala por parte das RSF em El Abdede e arredores.

Ataques com drones perto de Tina, na fronteira do Sudão com o Chade, onde o fluxo de refugiados intensificou a pressão sobre terras, levaram a disputas violentas por recursos.

Na mesma reunião, onde discursou por videoconferência, o subsecretário-geral da ONU para Assuntos Humanitários, Tom Fletcher, indicou que mais de dois terços da população do Sudão precisam desesperadamente de ajuda humanitária para sobreviver.

Segundo Fletcher, a ONU registou 1.400 mortes de civis no primeiro semestre do ano, sendo mais de 1.100 delas causadas por ataques de drones.

No Cordofão Ocidental, epicentro de um recente surto de cólera, a presença da ONU permanece “muito limitada”. E a intensificação da violência nas Montanhas Nuba, no Cordofão do Sul, está a isolar comunidades numa área já assolada pela insegurança alimentar crónica.

No noroeste de Darfur do Norte, os combates e os ataques com drones continuam a prejudicar o acesso humanitário, enquanto centenas de milhares de pessoas que fugiram das atrocidades em El-Fashir no ano passado permanecem em situação de extrema necessidade em Tawila.

Tom Fletcher defendeu que o Sudão sofre da falta de ação e que o povo sudanês precisa de uma diplomacia firme e corajosa. “A tragédia do Sudão não é que não saibamos o que fazer. É que ainda não encontramos a vontade de fazê-lo", criticou.

Ainda na mesma reunião, em Nova Iorque, a Dinamarca alertou para a catástrofe que poderá levar à dissolução do Sudão.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.noticiasaominuto.com — o conteúdo pertence a Notícias ao Minuto - Mundo.

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