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Ferramentas de Inteligência Artificial já são usadas por 85% dos consumidores de luxo

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Ferramentas de Inteligência Artificial já são usadas por 85% dos consumidores de luxo

Os clientes do segmento de luxo estimam que 39% das suas compras venham a ser realizadas com a mediação de um agente de Inteligência Artificial em 2030, segundo um estudo da consultora McKinsey.

E têm boas razões para o prever: 85% destes consumidores já estão a recorrer a ferramentas de Inteligência Artificial (IA) , como Google AI Mode ou Perplexity, para os apoiarem nas suas decisões , de acordo com o mesmo relatório.

Mais, 52% dizem fazê-lo frequentemente e 74% já fizeram pesquisas recorrendo a uma imagem para procurar um produto ou simular um estilo.

Apenas 4% reportam insatisfação.

Do lado das empresas do setor do luxo, acredita-se que 47% das interações e transações futuras venham a ser apoiadas por Inteligência Artificial, de acordo com o estudo, realizado em dezembro de 2025 junto de 300 consumidores, 31 no segmento do luxo, e 90 empresas.

“Estes resultados devem ser encarados como indicadores de tendência, correspondentes a um retrato de um determinado momento”, alerta a McKinsey.

O relatório mostra ainda que a adoção da Inteligência Artificial apoia-se em três eixos: tempo, confiança e dinâmicas de categoria, isto é, as suas características específicas (como, por exemplo, o preço, a frequência de compra, o envolvimento emocional, o risco de arrependimento, a importância da marca ou a necessidade de aconselhamento humano).

“ O tempo e a confiança são fatores relativamente simples.

À medida que as capacidades melhoram e os consumidores observam um desempenho fiável ao longo de ciclos sucessivos, sentem-se mais confortáveis em delegar partes cada vez maiores do percurso de compra a ferramentas de inteligência artificial”, lê-se no relatório.

É o terceiro eixo, dinâmicas de categoria, que levanta mais questões.

“ Quando o valor da compra é elevado e a decisão assenta menos no preço e na conveniência do que em atributos como a afirmação da identidade, a aspiração e o risco de arrependimento, os consumidores optam deliberadamente por não avançar mais, não porque a tecnologia seja incapaz, mas porque a intervenção humana é intrínseca ao valor” , defende o estudo, sublinhando que é aqui que se enquadra o luxo.

“No luxo, a procura não é apenas revelada, é construída.

Muitas vezes, os clientes não conseguem exprimir o que desejam até que uma marca o contextualize, algo que acontece através da narrativa, do saber-fazer, da contenção e dos códigos culturais”, afirma o estudo da McKinsey.

E é, acrescentam, o que se extrai das respostas dos inquiridos.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em eco.sapo.pt — o conteúdo pertence a ECO.

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