Co-CEO da Galp: “2025 foi bom e este ano vai ser ainda melhor”, mas refinação mede-se “em décadas”
Do Sr.
Manuel e 19 outros ‘pirilampos’ que trabalhavam na Companhia Lisbonense d’Iluminação a Gás em 1848 até aos 20% detidos pela Galp nas “enormidades” que são navios que servem de plataformas petrolíferas, a co-CEO Maria João Carioca percorreu a história e crescimento da empresa e não omitiu o tema que está a marcar a atualidade — a margem de refinação — colocando-o em perspetiva histórica.
“Quero prestar um bocadinho de atenção às notícias”, explicou Carioca numa talk sobre escala na Conferência Fábrica 2030, organizada esta quarta-feira pelo ECO na sede da ANJE no Porto “, referindo-se na divulgação, na véspera, da margem de refinação no segundo trimestre.
No Trading Update , a Galp revelou que a margem de refinação disparou 255,79% no terceiro trimestre deste ano: cifrou-se em 33,8 dólares por barril, um nível nunca antes atingido num trimestre, que compara com os 9,5 dólares do mesmo trimestre do ano anterior.
Margem de refinação da Galp mais que triplica para recorde Ler Mais “É verdade, está ali o pico”, disse, apontando para a apresentação no ecrã.
“ 2025 já foi um bom ano e este ano vai ser um ainda melhor ano”, adiantou.
“Agora, quando olho para aquilo que é o ciclo de investimento deste ativo, isto é um ativo que se mede em décadas “.
“ Tenho toda a simpatia e toda a sensibilidade ao facto que este ano é um ano que efetivamente é um ano excecional e é um ano que essa excecionalidade está a traduzir em dificuldades para muitos “, sublinhou.
Preço dos combustíveis é um “absurdo”, diz Montenegro Ler Mais Maria João Carioca vincou que está “ a gerir o ativo em que se de cada vez que tenho um retorno elevado anulo esse retorno, nos anos em que ele está a perder dinheiro, não tenho para onde me virar e não vou conseguir continuar a investir “.
A co-CEO vê isso a acontecer em muitas empresas porque é uma realidade que, é uma hipérbole em refinação, mas acontece em qualquer indústria.
Estrutura fiscal “incompatível” com escala A Co-CEO da Galp reconheceu que há anos “em que o mercado está muito pujante” e que a empresa tem de ser capaz “de ter retorno”, mas, sem referir a proposta que o Governo apresentou no Parlamento para impor um imposto especial sobre os lucros extraordinários das petrolíferas, criticou a tendência para taxar mais cada vez que os retornos sobem.
O que já se sabe sobre a nova taxa de lucros extraordinários Ler Mais “Essa estrutura fiscal em Portugal muitas vezes é totalmente incompatível com o desígnio de crescimento das empresas portuguesas, com o desígnio de rentabilidade, com o desígnio de que Portugal possa ter ativos, que sejam ativos, que suportem essas ambições”, acrescentou.
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