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Putin avisa capitais europeias: envio de tropas para a Ucrânia é "guerra direta contra a Rússia"

Diário de Notícias ·
Putin avisa capitais europeias: envio de tropas para a Ucrânia é "guerra direta contra a Rússia"

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, traçou esta sexta-feira (11 de setembro) uma linha vermelha explícita para as nações europeias: qualquer destacamento de forças militares na Ucrânia representará a entrada automática num confronto armado aberto com a federação russa.

As declarações foram proferidas na capital indiana, onde o líder russo participa na cimeira dos chefes de Estado e de Governo do bloco BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul).

Citado pelas agências noticiosas russas, Putin reagiu diretamente aos debates em curso no seio de várias chancelarias ocidentais, sublinhando que a hipótese de enviar contingentes para o teatro de operações ucraniano é entendida por Moscovo como uma declaração de guerra formal.

"Atualmente, eles [os líderes europeus] dizem estar a analisar como enviar tropas para o território ucraniano.

Isto significa uma guerra contra a Rússia, disse o presidente russo.

Em simultâneo, o governante procurou rebater o alarme de segurança instalado no flanco leste da NATO, assegurando que o Kremlin não tem qualquer intenção de atacar nações europeias e acusando os governos ocidentais de instrumentalizarem a opinião pública com um perigo que classificou de fictício.

A hipótese de colocar militares no terreno ucraniano tem sido ventilada de forma intermitente por líderes europeus nos últimos anos, embora sem consenso e longe de qualquer execução prática.

Para o Kremlin, todavia, o cenário constitui a mais firme das linhas de rutura diplomática, sustentando Moscovo a justificação da invasão militar iniciada em fevereiro de 2022 precisamente na contenção da expansão da Aliança Atlântica em direção às suas fronteiras territoriais.

À margem da agenda multilateral dos BRICS, a deslocação a Nova Deli serviu igualmente para Putin cimentar o alinhamento estratégico com o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi.

Trata-se do segundo encontro bilateral presencial entre os dois chefes de governo em menos de duas semanas, após a cimeira da Organização de Cooperação de Xangai realizada em Bishkek, no Quirguistão.

A agenda do encontro centrou-se em pastas sensíveis da cooperação técnico-militar, designadamente a modernização dos mísseis BrahMos, a conclusão das entregas dos sistemas de defesa antiaérea S-400 e a eventualidade de Nova Deli avançar para a aquisição de caças furtivos de quinta geração Sukhoi Su-57.

Em paralelo, os dois líderes analisaram o desenvolvimento conjunto de projetos de energia nuclear civil e a segurança do tráfego marítimo mercante, numa altura em que as tensões globais pressionam as rotas comerciais no oceano Índico.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.dn.pt — o conteúdo pertence a Diário de Notícias.

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