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Eleições no Brasil. O candidato que não garante aumento do salário mínimo e rejeita a tentativa de golpe de Estado

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Eleições no Brasil. O candidato que não garante aumento do salário mínimo e rejeita a tentativa de golpe de Estado

Romeu Zema, candidato do partido Novo à presidência do Brasil, defendeu, em entrevista à Globo, na segunda-feira, uma política económica assente no equilíbrio das contas públicas. Sobre o salário mínimo, garantiu que “ninguém vai ter perdas” e prometeu repor a inflação, caso a mesma se verifique. Condicionou, assim, aumentos reais conforme o estado da economia. “Se a economia estiver a ir bem, sim [haverá aumentos]. Se tivermos as contas equilibradas, sim”, garantiu o candidato.

O antigo governador de Minas Gerais falou do desejo em baixar as taxas de juros em 6%. “É uma questão de credibilidade. Um governo com gestão consegue avançar na redução de gastos. Só de juros teremos economia de 800 biliões de reais por ano [aproximadamente 133 mil milhões de euros], com essa projeção de um governo sério que vai combater fraudes, corrupção, cujo bom exemplo vem de cima”, apontou. Zema explicou que é possível baixar os impostos sem comprometer os serviços essenciais, desde que o governo combata desperdícios e privilégios.

Na entrevista à Globo, esta segunda-feira, 24 de agosto, o candidato voltou a defender uma amnistia para os condenados pelos ataques de 8 de janeiro de 2023 e rejeitou que os acontecimentos tenham representado uma tentativa de golpe de Estado. “O que nós vimos no Brasil foi perseguição”, afirmou. Zema discordou ainda dos crimes imputados ao ex-presidente Jair Bolsonaro. “Teve tiro disparado? Não teve nenhum movimento. Na minha opinião foi um julgamento totalmente político”, disse o candidato do Partido Novo.

Questionado sobre outras posições que têm marcado a campanha, Romeu Zema procurou apresentar-se como uma alternativa aos principais protagonistas da política brasileira. Ao longo da entrevista, defendeu a experiência adquirida à frente de Minas Gerais como exemplo para uma eventual governação do país, apostando num discurso de gestão, contenção da despesa pública e crítica ao funcionamento do Estado brasileiro.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em cnnportugal.iol.pt — o conteúdo pertence a CNN Portugal.

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