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Será este o bolo mais elegante do mundo?

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Será este o bolo mais elegante do mundo?

Nova Iorque tem o mau hábito de impor tendências — especialmente no que diz respeito à comida. É quase possível identificar um ano só com base no doce que se tornou uma febre na altura. Os cupcakes da Magnolia Bakery (criados em 1996, mas que alcançaram a fama em 2000 depois de aparecerem num episódio de “ Sex and the City ”), os cronuts (2013), os gigantescos biscoitos com pepitas de chocolate da Levain (1995) e, mais recentemente, os dot cakes (mas porquê?). Embora todas estas iguarias ainda existam, os ciclos de entusiasmo gerados pelo público já se esgotaram. No entanto, não é preciso ser um chef pasteleiro para perceber que a sobremesa não deve ser usada como um conceito de marketing comestível.

Quer seja um entusiasta da pastelaria caseira, um apreciador devoto de bolos ou simplesmente alguém que rejetia as sobremesas sem graça que o algoritmo lhe oferece, os doces devem proporcionar-lhe mais do que um mero prazer momentâneo. Talvez Marcel Proust tivesse razão!

Os melhores exemplos disto transbordam tradição, talento e são tão bonitos que até dá pena comê-los. Para muitos, nenhuma outra sobremesa exemplifica a indulgência, o legado, o artesanato — e talvez até uma pitada de snobismo — como o bolo “principessa” do Sant Ambroeus. Seja quando estava a jantar no local ou apenas a passar por uma das 10 lojas deste café milanês, provavelmente já a viu: um pão-de-ló fabulosamente fofo, recheado com creme amarelo-manteiga com aroma a limão, coberto por uma imponente nuvem de chantilly, tudo envolto numa delicada camada superior de maçapão rosa. E, milagrosamente, todas essas camadas elaboradas com requinte resultam numa dentada perfeita que não é demasiado doce. É a personificação de uma antiga diva de Hollywood em forma de sobremesa.

Desde a década de 1930, quando o Sant Ambroeus era um estabelecimento milanês em plena expansão e décadas antes da sua entrada oficial no panorama gastronómico de Nova Iorque na década de 80, o bolo “princesa” tornou-se a sobremesa de eleição do restaurante. São servidas até 400 fatias por dia, em todo o mundo, e a sua popularidade inabalável ajudou a consolidar o seu estatuto como uma das iguarias mais universalmente adoradas pelo sempre inconstante mundo da moda. Enquanto a versão tradicional sueca, chamada “prinsesstårta”, apresenta normalmente uma camada de compota de framboesa e uma cobertura de maçapão verde brilhante, a versão do Sant Ambroeus foi respeitosamente adaptada para um público mais metropolitano. Ao longo das décadas, o bolo “principessa” conquistou uma legião de fãs devotos — e ligados à moda.

Assessores de imprensa dedicados enviam frequentemente um bolo inteiro aos seus clientes. As influenciadoras de moda filmam-se a dar uma dentada para divulgar nas redes sociais esta iguaria feminina. Os editores-chefes de revistas (aqueles que ainda existem, pelo menos) sacam do cartão da empresa para comprar uma “principessa” para as festas de despedida — quase sempre constrangedoras — dos seus funcionários favoritos, ou para brindar aos 180 anos de atividade , como a Town & Country fez recentemente.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em cnnportugal.iol.pt — o conteúdo pertence a CNN Portugal.

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