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Engenharia Aeroespacial. Porque atrai os melhores alunos?

Observador ·
Engenharia Aeroespacial. Porque atrai os melhores alunos?

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Foram conhecidas este fim de semana as colocações do ensino superior. O curso de Engenharia Aeroespacial foi o que registou as duas médias mais elevadas a nível nacional, com Medicina a ficar no terceiro lugar, num pódio dominado pela região Norte do país. É este o mote para o primeiro convidado desta tarde, Judite França.

É nosso convidado o professor Albertino Arteiro, coordenador do curso de Engenharia Aeroespacial da Universidade do Porto. Bem-vindo, obrigada pela disponibilidade. O curso de Engenharia Aeroespacial da Faculdade de Engenharia do Porto voltou a ficar em primeiro lugar, com 19,5 valores. O que é que a FEUP está a fazer de diferente para manter a atração dos melhores alunos em relação a outras instituições?

Olá, muito boa tarde. Muito obrigado pelo convite para participar no vosso Explicador. As classificações do curso de Engenharia Aeroespacial na Faculdade de Engenharia seguem a tendência de outros cursos aqui na escola. Felizmente, a Faculdade de Engenharia tem tido a capacidade de atrair estudantes com muito boas classificações para os seus cursos, isto quando comparado com universidades e politécnicos que oferecem cursos equivalentes. E no caso do curso de Engenharia Aeroespacial, a tendência é essencialmente a mesma. Eu creio que o curso está a moldar aquelas que são as competências, as capacidades existentes na Faculdade de Engenharia, que serão naturalmente diferentes de outras escolas de engenharia no país. E o reconhecimento da escola, o reconhecimento da universidade, da Faculdade de Engenharia, faz com que este curso e as suas especificidades sejam tão atrativos como outros cursos na escola, que também têm tido boas classificações.

Há aqui uma tendência nas colocações deste ano, que é o domínio da região Norte. Conseguiu sete dos 10 primeiros lugares nas médias de entrada. Falamos da Universidade do Porto, também da Universidade do Minho. Há aqui algo que justifique esta preferência? É a qualidade das instituições, é a questão da habitação ou do custo de vida que pode também pesar nestas escolhas?

Sim, aqui poderão avaliar-se, de facto, vários parâmetros. Um aspeto a ter em conta é que quando nós olhamos para a grande maioria dos candidatos e dos colocados nas escolas do norte do país, nomeadamente na Universidade do Porto, na Universidade do Minho e outras escolas, nós vemos que a maior parte dos candidatos são efetivamente aqui do norte do país.

Sim, exatamente. Há aqui, sem dúvida, um fator regional, associado ao reconhecimento deste tipo de curso, os cursos de engenharia aqui no norte do país, que tem sido atrativo junto das escolas secundárias, junto dos estudantes, candidatos ao ensino superior, e também de outras áreas, como é o caso da Medicina, que referiu há pouco. Esse é um aspeto a constatar. Claro que depois há outros parâmetros, a questão do alojamento, das deslocações, serão naturalmente algo a ter em conta. Desde logo favorecem esse fator de regionalização, a maior parte dos nossos candidatos serem efetivamente aqui do norte.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em observador.pt — o conteúdo pertence a Observador.

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