A tarifa invisível
Passámos meses a discutir a tarifa de 15% que Washington impôs às exportações europeias.
Com razão, está em causa o acesso ao nosso maior mercado.
Mas há um número que devia preocupar-nos ainda mais.
O Fundo Monetário Internacional indica que as barreiras dentro do mercado único equivalem a uma tarifa de 44% sobre os bens e de 110% sobre os serviços.
As tarifas mais altas que as empresas europeias hoje enfrentam não vêm de fora.
São as que nós próprios criámos, internamente, Estado a Estado.
Foi esta a mensagem que deixei no Parlamento Europeu, no debate de preparação do Conselho Europeu de 15 e 16 de outubro.
E é por isso que a EU Inc., o chamado 28.º regime, merece estar no centro dessa reunião.
A ideia é relativamente simples.
Hoje, uma empresa que nasce em Portugal e quer escalar para a Alemanha, Espanha ou Polónia encontra 27 direitos societários e 27 registos nacionais.
Em suma, 27 formas diferentes de fazer o mesmo.
Para uma multinacional, é um custo acrescido.
Para uma start-up, é muitas vezes o fim do caminho ou, então, a porta de saída para os EUA.
Portugal conhece bem esta realidade: algumas das nossas empresas tecnológicas de maior sucesso acabaram por instalar-se fora da Europa.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em jornaleconomico.sapo.pt — o conteúdo pertence a Jornal Económico.