“Hoje a principal competência é a capacidade de mudar de competências”
A Inteligência Artificial (IA) não vai eliminar todos os empregos que hoje estão na mão dos humanos , mas as funções disponíveis para os trabalhadores de carne e osso vão, sim, transformar-se.
Daí que as competências mais valorizadas, no atual contexto, tendam a ser a adaptabilidade , a resiliência , a criatividade e o pensamento crítico .
Foi essa a mensagem da mesa redonda que teve lugar esta quarta-feira no ECO, no âmbito da conferência “Futuro do trabalho 5.0” .
“Aquilo que temos aprendido é que o que desaparece não é o emprego nem as funções, são as tarefas .
O impacto que temos visto a acontecer é as pessoas a libertarem-se de tarefas que são rotineiras e acrescentam pouco valor, e passarem a assumir tarefas nas quais o julgamento humano, a capacidade de decidir com nuance e a capacidade de gerir situações com carga emocional são fundamentais”, começou por sublinhar Pedro Gomes, CEO da TP Portugal, no referido painel.
Painel da conferência "Futuro do trabalho 5.0" Luís Ribeiro/ECO Pedro Gomes, CEO da TP Portugal, participa na conferência "Futuro do trabalho 5.0" Luís Ribeiro/ECO Pedro Henriques, diretor de recursos humanos da Siemens Portugal, participa na conferência "Futuro do trabalho 5.0" Luís Ribeiro/ECO Carlos Carvalho, CEO da Adyta e presidente da ANJE, participa na conferência "Futuro do trabalho 5.0" Luís Ribeiro/ECO Painel da conferência "Futuro do trabalho 5.0" Luís Ribeiro/ECO 1 / 5 Na visão deste responsável, a transformação do emprego em curso por efeito da Inteligência Artificial está, assim, a levar a uma “ alavancagem de competências genuinamente humanas “, sendo que, para fazer face às nossas tarefas, é preciso, sim, formação técnica, mas também de inteligência emocional , defendeu o mesmo.
“Quase arrisco-me a dizer que hoje em dia a principal competência é a capacidade de mudar de competências “, acrescentou o CEO da TP Portugal, destacando a adaptabilidade como uma das skills centrais no cenário atual.
Aquilo que temos aprendido é que o que desaparece não é o emprego e não são funções, são tarefas.
Pedro Gomes CEO da TP Portugal Na mesma linha, Pedro Henriques, diretor de recursos humanos da Siemens Portugal, identificou a adaptabilidade, a resiliência, o pensamento crítico e a criatividade como as competências indispensáveis para quem está hoje no mercado de trabalho .
“O que vemos hoje não é mão de obra a mais, é falta de mão de obra”, argumentou o responsável, descartando a hipótese de que a máquina levará à destruição de todos os empregos hoje entregues aos humanos .
“Temos a certeza que as funções não vão existir como estão.
Vão ser transformadas.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em eco.sapo.pt — o conteúdo pertence a ECO.