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Opositores de Putin pedem que nova Duma russa não seja reconhecida

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Opositores de Putin pedem que nova Duma russa não seja reconhecida

"A nova Duma Estatal (câmara baixa do Parlamento russo) não deve ser reconhecida nem como tendo sido eleita democraticamente, nem como representante legítima do povo russo", defendeu, em comunicado, a Plataforma de Diálogo com as Forças Democráticas Russas da Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa (APCE).

Criada em outubro de 2025, a plataforma permite o diálogo entre forças democráticas russas no exílio e membros da APCE.

As eleições legislativas russas decorrem entre hoje e domingo e são as primeiras desde o início da invasão da Ucrânia, em fevereiro de 2022.

Cerca de 110 milhões de eleitores são chamados a renovar os 450 lugares da Duma Estatal, a câmara baixa do Parlamento russo, onde o partido Rússia Unida, que apoia o Presidente Vladimir Putin, detém uma ampla maioria desde as eleições de 2021.

A votação decorre também em territórios ucranianos ocupados cuja anexação é reivindicada por Moscovo.

A realização do escrutínio nestas regiões "constitui uma violação flagrante da soberania e da integridade territorial da Ucrânia, bem como do direito internacional", argumenta a plataforma.

A Rússia foi excluída do Conselho da Europa após a invasão da Ucrânia em 2022.

Além do Rússia Unida, concorrem ao escrutínio os comunistas do KPRF, os nacionalistas do LDPR, o Rússia Justa e o partido Novas Pessoas, formações que apoiam, em diferentes graus, Vladimir Putin e a continuidade da guerra na Ucrânia.

O Iabloko, única formação política que se opõe frontalmente ao conflito, tinha sido inicialmente autorizado a participar nas eleições, mas acabou por ser afastado pela justiça no mês passado, num contexto de crescente repressão da oposição.

A Plataforma de Diálogo com as Forças Democráticas Russas denunciou também o "clima de medo" em que decorre a votação e criticou a ausência de "qualquer avaliação internacional independente e imparcial" do processo eleitoral.

Nem a Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) nem representantes da sociedade civil independente foram admitidos para observar o escrutínio, segundo a plataforma.

Para o grupo de opositores russos no exílio, o processo constitui "um simulacro de eleições que dará origem a um parlamento fictício", razão pela qual defende que a comunidade internacional não reconheça a nova Duma como democraticamente eleita ou representativa da população russa.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.noticiasaominuto.com — o conteúdo pertence a Notícias ao Minuto - Mundo.

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