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Governo acusado de desvalorizar matérias pecuniária

Observador ·
Governo acusado de desvalorizar matérias pecuniária

A Frente Comum acusou esta segunda-feira o Governo de desvalorizar o processo negocial sobre a atualização dos salários, referindo que o que foi apresentado foi “um absoluto zero” em matéria pecuniária, e admite que todas as formas de luta estão “em aberto”.

“O que está aqui em causa é um processo de negociação geral anual completamente desvalorizado por este Governo”, afirmou o coordenador da Frente Comum, Sebastião Santana, à saída da reunião no Ministério das Finanças, em Lisboa.

Segundo o líder da Frente Comum, o Governo não apresentou nenhuma “proposta diferente” face ao acordo assinado com a Fesap e a Frente Comum , que prevê aumentos salariais de 2,30%, com um mínimo de 60,52 euros em 2027.

“Em matérias pecuniárias foi um absoluto zero”, sublinhou Sebastião Santana, indicando que o Governo se limitou a apresentar uma recalendarização de várias outras matérias previstas no acordo sem ter em conta “o agravamento do custo de vida”.

O coordenador da Frente Comum manifestou-se preocupado e acusou o Governo de estar alheado “da realidade” e de “misturar negociações” , lembrando que o processo de negociação geral anual prevê que sejam discutidas matérias pecuniárias.

Também o secretário-geral da Fesap tinha demonstrado, na manhã desta segunda-feira, a sua preocupação com o adiamento para novembro das respostas do Governo às propostas de aumentos salariais e do subsídio de refeição, admitindo protestos sindicais caso não haja avanços.

Questionado sobre se da parte do Governo foi referido que eventuais aumentos acima do previsto no acordo estavam fora de questão ou ainda havia margem para discutir estas questões, o coordenador da Frente Comum disse que “o processo não está fechado” e que vão “esperar” por “uma próxima reunião”.

O coordenador da Frente Comum indicou ainda que a estrutura tem previsto realizar a 27 de outubro um plenário , onde vão decidir “que futuro dar a este processo”.

“Neste quadro não se pode esperar mais nada que não seja a luta dos trabalhadores”, sinalizou, admitindo que todas as formas de luta estão “em aberto”.

Tanto a Fesap como o STE tinham adiantado que, nas reuniões desta manhã, o Governo apresentou uma recalendarização de várias matérias previstas no Acordo Plurianual de Valorização dos Trabalhadores da Administração Pública (2026-2029).

Segundo as estruturas sindicais, a revisão das ajudas de custo vai arrancar em janeiro, quando o início do processo estava previsto para o segundo trimestre de 2026.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em observador.pt — o conteúdo pertence a Observador.

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