domingo, 16 de agosto de 2026 PortaisSobre🌓
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Não é preciso uma Guerra para fazer-se Paz

Diário de Notícias ·

Se queremos paz duradoura, temos de pensar no que acontece antes e depois das guerras.

Quem sabe, se o fizermos bem, a guerra nem chegue a acontecer.

Enquanto estagiário no Ministério dos Negócios Estrangeiros, tive a oportunidade de contactar com dezenas de assuntos relacionados com os Direitos Humanos, com particular atenção à Agenda Global das “Mulheres, Paz e Segurança”.

Ao participar, na linha da frente, na elaboração do IV Plano Nacional de Ação para esta Agenda . o meu coordenador de estágio colocou-me uma pergunta que ficou comigo : Se Portugal não está em guerra, qual é a relevância de um plano para a paz? Esta questão parte de uma ideia que se encontra enraizada nas nossas sociedades: a de que a paz é aquilo que existe quando não existe uma guerra.

Mas reduzir a paz à ausência de conflito armado é simplificar uma realidade tão complexa como a nossa.

A paz constrói-se diariamente e, sobretudo, muito antes de uma guerra começar, com o objetivo último de a evitar inteiramente.

Isso exige um esforço contínuo, assente em instituições, no respeito pelos Direitos Humanos, no diálogo inclusivo e na capacidade de prevenir conflitos antes de se tornarem inevitáveis.

Como se faz, então, a paz? Através do diálogo entre Estados, do apoio a quem mais precisa, da participação de quem historicamente foi deixado de fora e da proteção de quem está mais exposto à violência.

A diplomacia é uma das primeiras frentes da construção da paz.

O diálogo entre países, seja bilateral ou multilateral, permite construir confiança, identificar interesses comuns e procurar soluções pacíficas.

Nos últimos anos, temos assistido à erosão das organizações internacionais, período em que as suas incapacidades se tornaram inequívocas.

São geralmente lentas, burocráticas e raramente conseguem responder às crises com a rapidez e firmeza que desejaríamos.

Mas concluir daí que são inúteis seria esquecer uma pergunta fundamental: sem elas, onde estaríamos? Seria um erro crasso desistir destes fóruns que reúnem dezenas, por vezes centenas de Estados, que, apesar das suas limitações, continuam a ser espaços singulares de partilha de boas práticas, aproximando países que, de outra forma, dificilmente se sentariam à mesma mesa.

Grande parte deste trabalho ocorre além do que nos chega nos órgãos de informação.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.dn.pt — o conteúdo pertence a Diário de Notícias.

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