Coldwell Banker Portugal cresce 7,7% no primeiro semestre
O volume de negócios da Coldwell Banker Portugal aumentou 7,7%, para 82,8 milhões de euros, no primeiro semestre em termos homólogos, tendo a rede imobiliária vendido 178 habitações, mais 27%, foi hoje anunciado.
Em comunicado, a Coldwell Banker Portugal destaca que o crescimento da atividade acelerou no segundo trimestre, com as 98 habitações vendidas entre abril e junho a representarem uma subida de 53% face ao trimestre homólogo e a superarem as 80 transacionadas nos primeiros três meses deste ano.
O crescimento foi, sobretudo, impulsionado pelos apartamentos, com um total de 140 vendas até junho, contra 104 em 2025.
A imobiliária detalha que os T2 passaram de 54 para 74 vendas e os T1 mais do que duplicaram, de 12 para 27.
Já nas moradias, "o ritmo ficou próximo do registado no semestre homólogo de 2025", indica.
Segundo a Coldwell Banker Portugal, as maiores vendas de T1 e T2 "coincidem com uma maior entrada de jovens no mercado da primeira habitação", na sequência das medidas de apoio público.
Até junho, o valor médio dos imóveis vendidos no segmento residencial regular foi de 383.732 euros, acima dos 333.203 euros um ano antes, refletindo também o tipo de imóveis transacionados em cada período.
No segmento de luxo (habitações vendidas por um milhão de euros ou mais), o valor médio de venda foi de 1.554.064 euros, tendo ainda sido concluídos 68 arrendamentos, 58 dos quais residenciais.
Citado no comunicado, o presidente executivo (CEO) da Coldwell Banker Portugal considera "uma boa notícia que mais jovens consigam comprar a primeira casa", mas alerta que "o acesso à habitação não pode ficar limitado a quem tem até 35 anos nem depender de encontrar um T1".
"Uma família da classe média que precisa de mais espaço também tem de encontrar uma casa que consiga pagar.
Se não houver mais oferta adequada aos rendimentos das famílias, os incentivos podem acabar por aumentar a disputa pelas mesmas casas", adverte Frederico Abecassis.
Na análise aos resultados do primeiro semestre, a Coldwell Banker aponta ainda "um sinal de maior exigência", já que o tempo médio de absorção dos imóveis acompanhados pela imobiliária passou de 107 para 119 dias.
"Embora o número de vendas tenha crescido, o tempo que demora até à conclusão de um negócio também aumentou", refere, notando que, "para os proprietários, isto significa que o preço definido, se não estiver alinhado com a procura, pode custar semanas de exposição sem uma proposta sólida", enquanto relativamente aos compradores "revela uma postura mais comparativa e negocial".
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