Diagnóstico a 500 empresas do Norte revela 15% com objetivos sustentáveis
Um diagnóstico realizado junto de 500 empresas da região Norte indica que 91% consideram a sustentabilidade uma preocupação empresarial, mas apenas 15% afirmam ter objetivos definidos para o curto, médio e longo prazo, foi hoje revelado.
O estudo, realizado pelo projeto "Novo Rumo a Norte – Rumo à Sustentabilidade", promovido pela Associação Empresarial de Portugal (AEP), revela que "a consciencialização sobre a importância do ESG – Ambiente, Social e Governança nem sempre se traduz numa gestão formalizada por parte do tecido empresarial da região.
A AEP explica, numa nota enviada à imprensa, que o norte do país apresenta "uma forte presença industrial e exportadora, onde se destacam atividades ligadas ao setor automóvel e à produção de componentes, a sustentabilidade assume uma importância crescente para a competitividade das empresas, a gestão de riscos e a capacidade de responder às exigências de clientes e cadeias de fornecimento".
"No Alto Minho, os resultados [do diagnóstico] evidenciam sinais favoráveis em algumas práticas de monitorização no domínio ambiental, social e de governança.
Ainda assim, persistem oportunidades de melhoria na definição de metas, na medição de resultados e na integração sistemática da sustentabilidade na estratégia empresarial".
A dimensão das empresas é um dos fatores que mais condiciona o "desafio" de transformar a sustentabilidade em competitividade.
Apesar de revelarem "sinais positivos na integração de práticas de sustentabilidade", as empresas enfrentam dificuldades em "transformar iniciativas existentes em estratégias estruturadas, com objetivos, indicadores e resultados mensuráveis".
As "microempresas representam mais de 94% do tecido empresarial das sub-regiões do Norte, enfrentando frequentemente maiores limitações de recursos, tempo e competências para estruturar processos de gestão e reporte ESG".
"A sustentabilidade deve ser entendida como uma oportunidade para reforçar a competitividade, antecipar exigências e criar valor.
O desafio é ajudar as empresas a passar da consciencialização à ação, com ferramentas e conhecimento ajustados à sua realidade", defende o presidente da AEP, Luís Miguel Ribeiro, citado na nota.
Para o vice-presidente executivo da Associação Comercial e Industrial de Arcos de Valdevez e Ponte da Barca (ACIAB), Francisco Araújo, "a sustentabilidade coloca novos desafios às empresas do Alto Minho, que precisam de encontrar formas de responder às exigências do mercado sem perder de vista as suas características e capacidades".
O responsável, também citado na nota à imprensa, salienta "a importância do acesso à informação e orientação que permita aos empresários perceberem por onde começar e como incorporar estas preocupações nas decisões do negócio".
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