Luce ia ser licitado por 1 milhão, mas foi arrematado por 35
Já aqui falámos do primeiro Ferrari eléctrico construído ir a leilão durante o norte-americano Monterey Car Week, evento que anualmente tem lugar na Califórnia. A entrega de exemplares únicos ou muito cobiçados é uma política habitual no construtor criado por Enzo Ferrari em 1939, como forma de financiar a Ferrari Foundation, uma organização de beneficência e sem fins lucrativos, cujo objectivo é ajudar os mais desfavorecidos.
Ora, a RM Sotheby’s, a leiloeira responsável pela licitação do primeiro Ferrari Luce a sair da linha de produção em Maranello, previu que o modelo fosse arrematado por cerca de 1,1 milhão de dólares, cerca de 1 milhão de euros, mas da disputa entre compradores presentes na sala e ao telefone, surgiu um que elevou a parada de forma surpreendente. O licitador em causa pagou 40 milhões de dólares, cerca de 34,6 milhões de euros , o que faz da berlina eléctrica italiana com quatro portas e cinco lugares o carro novo mais caro entre os leiloados em Monterey . Pode ver a licitação em baixo:
Se considerarmos os automóveis clássicos que a Sotheby’s leiloou neste reputado evento, o Luce não lidera, mas continua a ocupar um excelente 2.º lugar no ranking , logo atrás de outro Ferrari, um 250 GTO de 1962 , que foi arrematado por 48,4 milhões de dólares em 2018. A 3.ª posição do ranking pertence ao McLaren F1 GTR de 1996, licitado já este ano por 34,7 milhões de dólares, seguido pelo Ferrari Daytona SP3 de 2023, adjudicado em 2025 por 26 milhões de dólares e pelo Ferrari 410 Sport Spider de 1955, que valeu 22 milhões em 2022. O resto do top 10 inclui o Chevrolet Corvette Grand Sport de 1963 (18,7 milhões em 2026), o Ferrari Daytona SP3 de 2023 (17,8 milhões em 2026), o McLaren F1 “LM Specification” de 2023 (13,7 milhões em 2026), o Shelby 260 Cobra de 1962 (13,7 milhões em 2016) e, na 10.ª posição, o Ferrari F40 LM de 1994 (11 milhões em 2025).
Curiosamente, o novo proprietário do primeiro Luce construído é um optometrista milionário que, devido à sua profissão, garantidamente possui uma visão 20/20, ou seja, perfeita. Ainda assim, não hesitou em despender quase 35 milhões de euros por um modelo que é exactamente igual ao 2.º Luce a ser fabricado (e seguintes), cuja comercialização arranca nos 550.000€, cerca de 640.000 dólares americanos.
O lançamento do Luce esteve envolto numa certa polémica, com muitos dos fãs da marca a criticarem o estilo, afirmando mesmo que a berlina até fazia doer a vista. Porém, o optometrista que pagou 36 vezes mais por um Luce, obviamente com a visão correctamente calibrada, pensou de outra forma. Ele e os outros clientes que já adquiriram as 500 unidades que a Ferrari vai fabricar até final de 2026, sendo que alguns dos 600 Luce que vão ser produzidos anualmente a partir de 2027 já têm dono.
Entretanto, não foi preciso esperar muito para ficar a conhecer a identidade do optometrista milionário que pagou 40 milhões de dólares pelo primeiro dos Ferrari Luce.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em observador.pt — o conteúdo pertence a Observador.