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Governo elogia atuação da PSP após intervenção nas acampadas pela habitação em Lisboa e no Porto

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Governo elogia atuação da PSP após intervenção nas acampadas pela habitação em Lisboa e no Porto

O Ministério da Administração Interna (MAI) elogiou esta terça-feira, 20 de outubro, a atuação da Polícia de Segurança Pública (PSP) nas operações que levaram ao desmantelamento das acampadas pelo direito à habitação em Lisboa e no Porto.

Num comunicado enviado à imprensa, o Governo enaltece o "profissionalismo" dos agentes, numa manhã marcada pela tensão no Rossio, onde manifestantes denunciaram agressões policiais e dezenas de detenções.

Da parte do Governo, o ministério destaca o empenho dos agentes em "privilegiar, até ao limite, o diálogo e a persuasão, procurando evitar o recurso à força" .

Segundo o comunicado, as operações decorreram depois de sucessivos contactos com os manifestantes e de terem sido esgotadas as tentativas de retirada voluntária das tendas instaladas nas duas praças.

"O direito de manifestação está constitucionalmente consagrado e deve ser plenamente respeitado" , afirma o MAI, a ressalvar, contudo, que "o exercício deste direito não dispensa o cumprimento da lei" e reafirma a confiança na PSP e nos seus profissionais.

A intervenção policial começou pouco antes das seis da manhã, quando a PSP deu poucos minutos aos manifestantes para retirarem as tendas da Praça D.

Pedro IV, no Rossio, em Lisboa, e da Praça D.

João I, no Porto.

Na capital, os participantes formaram um cordão humano para resistir à desmobilização, seguindo-se a intervenção do Corpo de Intervenção da PSP.

Através das redes sociais e declarações às televisões, ativistas acusaram os agentes de agressões e falta de diálogo.

No Porto, as tendas foram desmontadas pelos manifestantes após o ultimato policial.

Segundo a porta-voz da Acampada de Lisboa, Priscila Valadão, 50 pessoas foram detidas durante a operação no Rossio , número avançado pelos manifestantes e mais tarde retificado em comunicado da PSP, que esclarece que foram 55 os detidos.

Os participantes na manifestação reuniram-se posteriormente na Praça da Figueira, onde decidiram desmobilizar e regressar ao Rossio às 19 horas desta terça-feira, para discutir a continuidade da acampada ou outras formas de protesto.

As acampadas surgiram em protesto contra a crise da habitação e o aumento do custo de vida , juntando manifestantes nas duas maiores cidades portuguesas.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.dn.pt — o conteúdo pertence a Diário de Notícias.

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