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Países europeus avaliam tirar o ouro dos Estados Unidos mas Portugal já não precisa

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Países europeus avaliam tirar o ouro dos Estados Unidos mas Portugal já não precisa

Muitos países têm reservas relevantes de ouro, sob a alçada dos seus bancos centrais, mas isso não quer dizer que as tenham dentro de portas.

Daí que, de tempos a tempos, surja a discussão sobre onde guardar e como maximizar o valor – de refúgio e de investimento – deste ativo.

Nas última semana, o tema voltou à ordem do dia depois de os Países Baixos terem revelado que, nos últimos meses, transferiram ouro no valor de perto de 10 mil milhões de dólares que tinham nos Estados Unidos e no Canadá, para a Europa .

Parte foi mesmo para os Países Baixos, para as suas instalações seguras em Zeiss, enquanto outra parte foi para Londres, depositado junto do Banco de Inglaterra.

O formato da transferência também é curioso, ainda que não inédito.

Cerca de 60 toneladas foram fisicamente transferidas, metade para cada destino, sendo que as operações de transporte são rodeadas de grande secretismo.

Mas a transferência não se ficou por aí, uma vez que o restante ouro foi vendido nos mercados da América do Norte e o mesmo valor usado para comprar ouro em Londres.

As reservas mudam de sítio mas as barras não são as mesmas.

No total, os Países Baixos movimentaram quase 100 toneladas de um continente para o outro, mas não deixaram de ter ouro do outro lado do Atlântico.

Depois destas mexidas, o país tem 18,5% do seu ouro em Nova Iorque e 18,5% em Ottawa; antes, estas percentagens eram de 31,3% e 19,7%, respetivamente.

Mas, afinal, qual a razão para estes movimentos? Os analistas apontam várias razões, desde a desconfiança face ao comportamento errático da administração norte-americana – que se tem mostrado pouco preocupada com o cumprimento de regras internacionais – até a motivos mais prosaicos, a disponibilidade do ouro em caso de necessidade .

Com esta realocação, melhorámos a transacionalidade das nossas reservas de ouro.

Acreditamos que nunca precisaremos de as usar mas precisamos de melhorar a nossa resiliência e prontidão Olaf Sleipjen Governador do De Nederlandsche Bank O banco central dos Países Baixos explicou que estas medidas têm em vista uma melhor “preparação para crises severas” que possam acontecer.

Segundo o governador Olaf Sleipjen, “com esta realocação, melhorámos a transacionalidade das nossas reservas de ouro.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em eco.sapo.pt — o conteúdo pertence a ECO.

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