Abbas pede que Ocidente passe das palavras à ação contra colonatos de Israel
S egundo a agência noticiosa palestiniana Wafa, Abbas saudou a posição conjunta adotada na quinta-feira por Reino Unido, França, Alemanha, Itália, Países Baixos, Canadá e Noruega, que reafirma a situação ilegal dos colonatos na Cisjordânia e alerta para a ameaça que o megaprojeto E1, perto de Jerusalém, representa para a contiguidade territorial da Palestina e para a solução de dois Estados, em desafio do direito internacional e das resoluções das Nações Unidas.
Posteriormente, a Bélgica, Suécia e Nova Zelândia também aderiram à declaração, tendo Espanha expressado condenação, num pronunciamento separado, dos planos do Governo liderado por Benjamin Netanyahu, que também já mereceu a oposição de Portugal.
O presidente da Autoridade Palestiniana insistiu hoje que o megaprojeto implica "um passo extremamente perigoso na política de expansão dos colonatos de Israel" e apelou aos países ocidentais para traduzirem "as suas posições em medidas práticas e concretas para impedir a implementação do plano E1".
O projeto E1 foi aprovado em agosto de 2025, apesar de protestos das autoridades palestinianas e da comunidade internacional, e prevê cerca de 3.400 unidades habitacionais na Cisjordânia ocupada, numa área de 12 quilómetros quadrados entre o colonato de Ma'ale Adumim e Jerusalém Oriental.
Na prática, este megaprojeto ameaça dividir em dois a Cisjordânia e a viabilidade do Estado Palestiniano.
Na terça-feira, o Ministério da Habitação abriu um concurso para a construção de 1.200 habitações integradas no projeto, segundo relatos da organização não-governamental israelita Paz Agora e da imprensa israelita.
"Instamos o Governo de Israel a revogar imediatamente estes planos e a pôr fim à expansão dos colonatos na Cisjordânia.
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