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Economia

Wall Street termina sessão no ‘verde’ com a biotecnológica Moderna a disparar 177%

Jornal Económico ·
Wall Street termina sessão no ‘verde’ com a biotecnológica Moderna a disparar 177%

A bolsa de Nova Iorque encerrou a negociação desta quarta-feira, 19 de agosto, em terreno positivo, após o Departamento do Tesouro norte-americano anunciar planos para pelo menos duplicar o volume das recompras de obrigações de longo prazo (de 10 a 30 anos).

O anúncio, feito pelo secretário Scott Bessent, aliviou as yields (taxas de juro) das obrigações — a yield a 30 anos, que tinha atingido máximos desde 2007, recuou de forma notável — e pressionou o dólar para a maior queda em cerca de três meses.

O Nasdaq subiu 0,16% para 26,331.09 pontos, o S&P 500 avançou 0,21% para 7.707,98 pontos e o Dow Jones valorizou 0,22% para 53,463.11 pontos.

O setor da saúde liderou as subidas no S&P 500 (maior ganho percentual diário desde abril de 2025 e novo máximo histórico setorial), impulsionado fortemente pela Moderna.

A empresa norte-americana de biotecnologia e farmacêutica sediada em Cambridge, Massachusetts, fechou a disparar 176,97% depois de ter anunciado, em conjunto com a Merck, resultados positivos de um estudo de fase 3 sobre uma vacina personalizada de ARNm (intismeran) combinada com o Keytruda.

O tratamento reduziu a recorrência e a progressão do melanoma (cancro da pele).

A Merck também subiu com força (cerca de 10-12%).

Os preços do petróleo mantêm-se firmes e perto dos máximos de quase um mês, impulsionados sobretudo pelo impasse diplomático EUA-Irão e pela restrição continuada no Estreito de Ormuz.

O risco de escalada adicional continua.

O crude WTI sobe 1,05% para 85,83 dólares.

Entretanto o Tesouro norte-americano vai aumentar o tamanho máximo das operações de recompra de liquidez de 2 mil milhões para pelo menos 4 mil milhões de dólares por operação (emissões 10-20 e 20-30 anos), com efeito a partir de 9 de setembro até 4 de novembro.

O governo dos Estados Unidos anunciou que vai, pelo menos, duplicar a recompra de títulos de dívida pública com prazos de reembolso entre 10 e 30 anos para garantir a estabilidade do mercado financeiro.

Esta medida foi comunicada pelo Secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent, com o objetivo claro de reforçar a liquidez disponível no sistema.

A decisão surge como uma resposta direta à recente subida drástica da rentabilidade das obrigações a 30 anos, que atingiu valores máximos que já não eram vistos desde 2007.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em jornaleconomico.sapo.pt — o conteúdo pertence a Jornal Económico.

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