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Coordenador é transferido após denúncia contra diretor da PJ

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Coordenador é transferido após denúncia contra diretor da PJ

Um dia após ser conhecida a denúncia contra o diretor da Polícia Judiciária (PJ), Carlos Cabreiro, por alegadamente ter mentido em tribunal sobre uma suposta escuta ilegal no processo Football Leaks, o coordenador David Freitas recebeu ordem de transferência dentro da Judiciária , ao passar da Unidade de Prevenção e Apoio Tecnológico para o Instituto de Polícia Judiciária e Ciências Criminais (IPJCC), em Loures.

A informação foi avançada esta quarta-feira pela CNN Portugal e confirmada pelo Observador. A CNN relata que a direção nacional daquele órgão de polícia criminal justificou a transferência numa lógica de gestão interna de quadros, sem nunca referir no despacho de transferência a situação sobre a denúncia contra Carlos Cabreiro, avançada na semana passada pelo Expresso e pelo Now . No entanto, o Observador sabe que os recentes desenvolvimentos que envolvem David Freitas — em particular, o facto de a denúncia que fez junto da Procuradoria-Geral da República ter sido reportada pela comunicação social — são encarados internamente como uma das razões para que o coordenador tivesse sido transferido no final do mês de agosto.

A denúncia foi divulgada publicamente no dia 27 de agosto pelo semanário Expresso e pelo canal Now — um mês após David Freitas enviar as informações ao Procurador-Geral da República, Amadeu Guerra, que remeteu o caso para o DIAP de Lisboa. E a transferência foi determinada a 28 de agosto, tendo sido assinada pelo diretor nacional adjunto Pedro Fonseca.

David Freitas terá de se apresentar já no próximo dia 7 de setembro na escola da PJ, numa movimentação justificada com o “superior interesse da Polícia Judiciária” e a “conveniência de serviço”, conta a estação televisiva. No horizonte do coordenador agora transferido, segundo a PJ, está uma “missão de formação (…) dos quadros de investigação criminal e de apoio à investigação criminal, no domínio da investigação criminal e ciências forenses”.

Diretor da PJ alvo de denúncia por mentir em tribunal e ordenar escuta proibida no caso Rui Pinto

Na origem da denúncia apresentada por David Freitas está o caso que envolvia o hacker Rui Pinto e o advogado Aníbal Pinto, que acabariam condenados em tribunal a pena suspensa no caso Football Leaks.

Cabreiro é acusado de ter mentido nesse julgamento, ao dizer que não foram feitas escutas ambientais numa diligência da investigação que acompanhava um encontro na área de serviço da A5, em Oeiras, entre o advogado Aníbal Pinto (em representação de Rui Pinto), o então CEO da Doyen, Nélio Lucas, e o colaborador Pedro Henriques. Além disso, o diretor nacional da PJ é acusado de abuso de poder por ter alegadamente ordenado uma escuta que teria sido proibida pelo Ministério Público.

David Freitas é casado com a inspetora Aida Freitas, um dos elementos da PJ que acompanhou esse encontro e que em tribunal declarou não ter ouvido nada da conversa e que se limitou a assinar o relatório de diligência externa, que teria sido elaborado pelo inspetor José Amador, que coordenava a investigação da PJ nesse caso.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em observador.pt — o conteúdo pertence a Observador.

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