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“Não podemos aceitar em silêncio”: evangélicos contestam associação ao Movimento Mulheres Conservadoras

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“Não podemos aceitar em silêncio”: evangélicos contestam associação ao Movimento Mulheres Conservadoras

A Aliança Evangélica Portuguesa (AEP) reagiu à repercussão mediática em torno do Movimento Mulheres Conservadoras Portugal.

“Não podemos aceitar em silêncio que um grupo inteiro de pessoas de paz seja denegrido, por associação, com base em generalizações não fundamentadas sobre um fenómeno político que lhe é, na sua esmagadora maioria, alheio ”, lê-se na nota publicada pela direção.

A AEP assume-se como “apartidária” e afirma que esta posição não é nova.

“Não é uma posição nova, nem uma resposta defensiva ao momento mediático atual: já a assumimos publicamente noutras ocasiões, nomeadamente durante o ciclo eleitoral de 2024, quando fomos questionados sobre uma eventual proximidade à Alternativa Democrática Nacional.” Na altura, o questionamento partiu do DN, que publicou uma reportagem exclusiva sobre o assunto .

A associação explica que o “panorama evangélico português (e europeu) é internamente muito mais plural do que a expressão ‘influência evangélica’ sugere”.

Acrescenta que “tratar ‘evangélica’ e ‘conservadora’ como sinónimos, ou como categorias sobrepostas, é uma simplificação que nem a sociologia da religião, nem a observação direta das nossas comunidades, permitem sustentar” .

No entendimento da Aliança, as participantes no evento em Sintra, como Rita Matias e Rute Sousa, são de “diferentes ramos do cristianismo, e de diversas filiações partidárias” .

A AEP recusa que se trate de um movimento “evangélico”, classificando-o antes como um “movimento conservador religiosamente plural, em que protagonismo católico e presença evangélica convivem, tal como convivem, aliás, na sociedade portuguesa em geral”.

Comparações com o Brasil A AEP considera inadequada a comparação com o movimento evangélico brasileiro.

“Aplicar ao caso português modelos interpretativos construídos para o caso brasileiro, sem atender a esta diferença de escala e de história institucional, arrisca substituir a análise pela analogia.

Note-se, aliás, que a própria direção do Chega, questionada pela imprensa, negou a existência, para já, de uma estratégia deliberada de conquista do eleitorado evangélico ”, refere.

A AEP reconhece que “o aparecimento de um movimento conservador desperte memórias e receios ligados ao passado autoritário português”, mas lembra o direito constitucional de associação.

“A crítica ao conteúdo de um movimento é legítima e faz parte do debate democrático; a suspeição sobre o direito de o constituir, não o é” , afirma.

Mais uma vez, a organização afasta ligações partidárias.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.dn.pt — o conteúdo pertence a Diário de Notícias.

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