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UE gasta três vezes mais em importações da China do que exporta

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UE gasta três vezes mais em importações da China do que exporta

Por cada euro que a UE vendeu à China em julho, comprou-lhe 3,10 euros. A poucos dias da cimeira entre Xi Jinping e Donald Trump, um novo estudo mostra que o défice comercial ultrapassou mil milhões de euros por dia em julho.

Os consumidores e empresas da UE gastam três vezes mais em importações chinesas do que os seus equivalentes na China compram à Europa, mostra um estudo.

Em julho, a diferença entre o que a UE importa da China e o que exporta, ou seja, o défice comercial , ultrapassou mil milhões de euros por dia, nota o The Guardian .

Estes dados surgem poucos dias depois de a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen , ter dito que é preciso travar o desequilíbrio comercial, e antes da cimeira de quinta-feira entre Xi Jinping e Donald Trump, em Washington.

Segundo o Mercator Institute for China Studies (MERICS), o problema já não é apenas a UE comprar mais bens chineses: a China vende mais à Europa e compra-lhe menos.

A China e a UE estão em negociações para evitar uma guerra comercial , e o comissário europeu do Comércio, Maroš Šefčovič , vai a Pequim em outubro para se encontrar com o seu homólogo chinês.

“O défice bilateral ultrapassa agora mil milhões de euros por dia. É quase certo que o desequilíbrio crescente vai estar no topo da agenda do encontro UE-China de outubro”, afirma o MERICS.

A análise dos dados aduaneiros chineses feita pelo MERICS mostra que o défice comercial da UE chegou aos 36,5 mil milhões de euros só em julho, acima dos 32,2 mil milhões de julho de 2025.

De janeiro a julho, o défice total está nos 234 mil milhões de euros, cerca de 21 mil milhões mais do que nos primeiros sete meses de 2025.

“O desequilíbrio passou agora de três para um. Por cada euro de bens que a UE exportou para a China em julho, importou 3,10 euros. O défice equivaleu a 1,18 mil milhões de euros por dia”, diz o relatório do MERICS, citado pelo The Guardian.

Fontes em Bruxelas dizem que uma das medidas em cima da mesa é impor quotas aos veículos híbridos e a certos tipos de produtos químicos importados da China.

As vendas de veículos híbridos dispararam depois de as taxas alfandegárias adicionais impostas em 2024 aos carros elétricos chineses terem deixado de fora os híbridos, o que gerou preocupação na indústria automóvel europeia.

Os números mais recentes mostram que as importações de carros híbridos que não precisam de ser ligados à tomada cresceram dez vezes: de pouco menos de 4.000 veículos vendidos em outubro de 2024 para 50.000 em julho de 2026.

O Financial Times noticiou na semana passada que a UE pediu à China que reduza voluntariamente as exportações de híbridos.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em zap.aeiou.pt — o conteúdo pertence a ZAP.

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