Uso da IA na Segurança Social permitiu reduzir tempo de resposta em dez dias
A Segurança Social tem estado a dar vários passos para simplificar e digitalizar processos , recorrendo à ajuda das novas tecnologias, como é o caso da inteligência artificial (IA).
Uma aposta que já permitiu reduzir o tempo de resposta , em média, em dez dias .
“Na Segurança Social já utilizamos IA para ler documentos, compreender pedidos, identificar risco, apoiar respostas e automatizar tarefas”, disse Luís Farrajota, presidente do Instituto de Informática da Segurança Social, no 8.º Congresso da Ordem dos Contabilistas Certificados (OCC), em Lisboa.
Segurança Social cria plataforma interna para pedir menos informação ao cidadão Ler Mais “E caminhamos para sistemas que compreendem contexto, antecipam necessidades e começam a ser capazes de agir”, continuou.
“Fruto desta introdução de ferramentas em backoffice que tiraram trabalho manual de secretária, só nestes processos ganhámos, em média, dez dias de resposta a menos face ao processo anterior.
Dez dias é muito neste sistema.
Se é ótimo? Não.
É nesse ótimo que continuamos a trabalhar”, disse.
Três milhões já dispensam o balcão da Segurança Social Ler Mais “A IA deve retirar trabalho repetitivo às pessoas”, concluiu, apontando que “uma parte importante do que hoje ocupa o nosso tempo será progressivamente automatizada”, sem diminuir valor das pessoas.
Atualmente, três milhões de pessoas já resolvem os seus assuntos na Segurança Social sem recorrer ao balcão , de acordo com os números revelados no podcast Simplifica, do ECO, com a ministra do Trabalho e da Segurança Social, Maria do Rosário Palma Ramalho, o presidente do Instituto de Informática, Luís Farrajota, e o presidente do Instituto da Segurança Social, Pedro Corte Real.
Para as empresas, a poupança anual é estimada em 1,5 mil milhões de euros.
Em entrevista ao ECO, Luís Farrajota revelou ainda que estavam a criar uma nova plataforma de interoperabilidade entre os vários organismos que estão sob alçada do Ministério do Trabalho, com o objetivo de exigir o mínimo de informação ao cidadão.
“Acreditamos que, resolvendo a parte interna, 70% das informações que são pedidas hoje ao cidadão e à empresa deixam de ser solicitadas ”, estimou o responsável.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em eco.sapo.pt — o conteúdo pertence a ECO.