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Economia

Quando a inteligência artificial começa a agir por nós

Jornal Económico ·
Quando a inteligência artificial começa a agir por nós

Numa experiência informal com amigos, pedi a assistentes de inteligência artificial que respondessem por mim a mensagens no WhatsApp e no Instagram.

Tinham acesso a contexto sobre a minha vida e ao meu modo de escrever em cada conversa.

Os meus amigos julgaram estar a falar comigo.

O resultado impressionou-me, mas também me deixou uma pergunta incómoda: quanto da nossa presença podemos delegar antes de começarmos a comprometer a confiança dos outros? É nesta fronteira que o prompting , a prática de dar instruções à inteligência artificial, se está a tornar mais interessante.

Continuamos a discuti-lo como uma técnica para obter textos melhores, quando já serve para orientar trabalho sobre a nossa vida digital.

Saber pedir passa a incluir escolher a informação relevante, definir o resultado pretendido e estabelecer até onde o assistente pode ir.

A documentação da OpenAI sobre utilização do computador descreve sistemas capazes de operar interfaces de aplicações e navegadores.

Com ferramentas como o Codex e outros assistentes, consoante as funcionalidades e permissões disponíveis, uma conversa pode transformar-se numa sequência de ações.

O pedido deixa de terminar numa explicação sobre onde clicar.

As aplicações quotidianas são menos espetaculares do que um robô humanoide, mas podem ser muito úteis.

Um assistente pode ajudar a identificar programas que consomem recursos desnecessariamente e propor o seu encerramento.

Pode localizar ficheiros volumosos ou duplicados e sugerir o que eliminar.

Convém, porém, acertar no diagnóstico: apagar ficheiros liberta armazenamento; não aumenta a memória RAM instalada.

E um ficheiro antigo pode continuar a ser importante.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em jornaleconomico.sapo.pt — o conteúdo pertence a Jornal Económico.

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