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Economia

A habitação acessível não pode ter prazo de validade

Jornal Económico ·
A habitação acessível não pode ter prazo de validade

Uma professora colocada em Lisboa não precisa só de uma casa que consiga pagar este ano.

Precisa de continuar a viver perto da escola.

E, quando um dia sair, essa casa devia ficar ao alcance do próximo professor, de um enfermeiro ou de um polícia.

É isto que falta ao debate: não basta construir habitação acessível, é preciso que ela continue acessível.

O Orçamento do Estado para 2027 dá dois passos certos.

Reconhece expressamente que a crise da habitação atinge a classe média.

E assume que o Estado não a resolve sozinho: uma das prioridades para 2027 é mobilizar investimento privado através de parcerias com património público.

Os números explicam porquê.

Com o fim do PRR, o investimento no eixo da habitação cai de 2.905 milhões de euros em 2026 para 1.061 milhões em 2027.

A verba para mobilizar património imobiliário do Estado fica nos 15 milhões.

A nova oferta terá de vir de parceiros.

A pergunta é: de quais? O Governo aposta em incentivos: IVA reduzido na construção, IRS mais baixo para rendas moderadas, contratos de investimento para arrendamento.

Ajudam a aumentar a oferta.

Mas um incentivo fiscal aluga acessibilidade por uns anos; não a compra.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em jornaleconomico.sapo.pt — o conteúdo pertence a Jornal Económico.

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