Da bicicleta ao transporte público, mobilidade sustentável “acelera” de Bragança a Lisboa
Expandir e ligar “com segurança” as redes pedonal e ciclável, reforçar a intermodalidade , melhorar a oferta de transportes públicos e retirar espaço ao automóvel. É este o caminho que Lisboa quer seguir na mobilidade, nos próximos anos, para reduzir o ruído, o congestionamento e as emissões , além de melhorar a qualidade de vida e dinamizar o comércio local. Com o mesmo objetivo, a mais de 500 quilómetros de distância, Bragança vai avançar com 21,1 quilómetros de nova rede ciclável , a reativação da Linha Azul e novos meios mecânicos para vencer os desníveis urbanos.
Estas são algumas das prioridades definidas por Lisboa e Bragança para os próximos anos, e que acompanham uma tendência de mudança de paradigma e de comportamentos de Norte a Sul do país. E que ganha visibilidade durante a Semana Europeia da Mobilidade, que decorre até 22 de setembro , com várias iniciativas das câmaras municipais no terreno.
Desenvolvida pela Comissão Europeia e coordenada em Portugal pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA), a edição deste ano tem como tema “Mobilidade para todos – justiça entre gerações” e conta, até ao momento, com mais de 1.500 localidades de 41 países, incluindo mais de 100 municípios portugueses .
Tal como Lisboa e Bragança, muitas outras autarquias apostam em alternativas ao automóvel e em redes de transporte mais limpos e sustentáveis , com um pacote de investimentos em redes cicláveis e pedonais, e transportes públicos. Como foi o caso das câmaras do Porto e de Matosinhos que, esta sexta-feira, anunciaram a construção de uma nova ciclovia com 9,1 quilómetros e que vai ligar as duas cidades, num investimento de 2,4 milhões de euros.
“Esta proximidade a tantos destinos do quotidiano” pretende “reforçar a mobilidade sustentável na Área Metropolitana do Porto [AMP]” assim como a adesão da população ao uso diário da bicicleta”, explicou o município portuense.
A ciclovia vai passar junto de escolas e faculdades, do Hospital de São João, estações de Metro, interfaces de transporte público, equipamentos desportivos e culturais, zonas comerciais e áreas de emprego.
Já em Lisboa, o presidente da Câmara de Lisboa, Carlos Moedas, apresentou, há dias, o programa “Viva a rua, Lisboa!” que “promove projetos de urbanismo destinados a aumentar as áreas pedonais, melhorar a qualidade do espaço público e incentivar modos de mobilidade mais sustentáveis”.
“Lisboa é uma das cidades que vai ser neutral em carbono até 2030 . É um dos nossos compromissos e, para isso, é preciso ter mais áreas pedonais, precisamos das pessoas a viver mais a rua”, assinalou Carlos Moedas, durante uma visita ao Chiado, onde este projeto começou a ser implementado. Por aqui as mudanças já são visíveis: há mais área pedonal, estacionamento reorganizado e novos espaços de permanência , de modo a “tornar as deslocações de quem vive, trabalha ou visita esta zona da cidade mais seguras, acessíveis e confortáveis”.
Lisboa é uma das cidades que vai ser neutral em carbono até 2030.
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