Portuguesa NOVA Medical School lidera criação de mestrado europeu em IA aplicada à medicina
A NOVA Medical School, dirigida por Pedro Póvoa, professor catedrático de Medicina e Medicina Intensiva e coordenador da UCI4 do Hospital de São Francisco Xavier, vai coordenar a criação de um mestrado europeu em inteligência artificial (IA) aplicada à medicina, com foco no diagnóstico, prognóstico e decisão clínica.
O projeto acaba de garantir um financiamento de 60 mil euros da Comissão Europeia e para o concretizar a Faculdade de Ciências Médicas da Universidade NOVA de Lisboa conta com a colaboração da espanhola Universidade Pompeu Fabra e da Universidade de Maastricht, nos Países Baixos.
AI-MEDPRO – Towards an AI-aided MEdical Diagnosis and PROgnosis Master foi selecionado no âmbito do programa Erasmus Mundus Design Measures, com uma avaliação de 87 pontos em 100.
Visa a criação de “um programa de referência” para formar profissionais capazes de trabalhar na interseção entre inteligência artificial, medicina e ciência de dados, além de contribuir para a utilização segura e responsável destas tecnologias nos sistemas de saúde.
“A inteligência artificial tem um enorme potencial para melhorar o diagnóstico, antecipar a evolução das doenças e apoiar as decisões dos profissionais de saúde.
Mas a capacidade tecnológica não é suficiente.
Precisamos de profissionais que compreendam simultaneamente os modelos de inteligência artificial, a realidade clínica, os requisitos regulamentares e as implicações éticas da sua utilização.
É precisamente essa lacuna que queremos ajudar a preencher com este mestrado”, explica Jorge Mendes, professor da NOVA Medical School e coordenador do AI-MEDPRO.
O acordo de financiamento deverá ser assinado até 31 de outubro, o que permitirá iniciar o projeto em novembro.
Caso o calendário se mantenha, os 15 meses de desenvolvimento terminarão em janeiro de 2028 e permitirão desenvolver a estrutura académica e organizativa do curso, que terá a duração de dois anos e um total de 120 ECTS (Sistema Europeu de Transferência e Acumulação de Créditos).
A primeira fase de desenvolvimento inclui a análise das necessidades dos sistemas de saúde e do mercado de trabalho, a consulta de entidades académicas, clínicas e empresariais e a comparação com programas existentes a nível europeu e internacional.
Este trabalho permitirá definir o perfil dos futuros estudantes, as competências que deverão adquirir, os resultados de aprendizagem e a estrutura curricular do programa.
S erão estabelecidos os percursos de mobilidade internacional dos estudantes entre as universidades participantes, os modelos de estágio e de contacto com contextos clínicos reais, os processos conjuntos de candidatura e admissão, os métodos de avaliação, os mecanismos de garantia da qualidade e as condições para o reconhecimento dos graus académicos nos diferentes países.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em jornaleconomico.sapo.pt — o conteúdo pertence a Jornal Económico.