«FC Porto não nomeia árbitros»: o comunicado muito duro do clube
O FC Porto emitiu este domingo um longo comunicado, a negar qualquer envolvimento no recente escândalo de arbitragem, que a Polícia Judiciária está a investigar. O clube portista diz mesmo que foi vítima de uma fabricação noticiosa, que tentou envolvê-lo num processo que não lhe diz respeito.
«O FC Porto não nomeia árbitros. Não participa no processo de nomeação de árbitros. Não interfere nas decisões do Conselho de Arbitragem. Em janeiro de 2026, perante a incompreensível nomeação de Fábio Veríssimo para o clássico da Taça de Portugal disputado no Estádio do Dragão, o FC Porto fez aquilo que qualquer instituição responsável faria: manifestou, pública e institucionalmente, a sua estranheza e indignação», escreve.
«Naquele momento, encontravam-se pendentes processos que envolviam o clube e o árbitro nomeado, tornando a escolha particularmente imprudente e desnecessariamente arriscada para a credibilidade da competição, para o FC Porto e para o próprio árbitro. O clube comunicou essa posição ao presidente da Federação Portuguesa de Futebol, após ser conhecida a nomeação, reconhecendo expressamente a total independência do Conselho de Arbitragem. Não houve qualquer ação escondida, pressão clandestina ou interferência. Houve uma posição pública, frontal e fundamentada, publicada no dia 13 de janeiro e conhecida por todo o futebol português.»
O FC Porto pede por isso que não se tente «transformar uma contestação institucional numa conspiração», lembrando que o que aconteceu foi uma posição tornada pública através de um comunicado oficial.
«Num momento em que a justiça portuguesa investiga eventuais interferências, favorecimentos e fugas de informação relacionados com a nomeação de árbitros, tentar inverter os papéis e envolver o clube que publicamente alertou para os riscos do sistema é uma deturpação particularmente grotesca dos factos», pode ler-se. «O FC Porto tem exigido esclarecimentos sobre o funcionamento da arbitragem e foi o único a defender a suspensão temporária de funções do Presidente do Conselho de Arbitragem, enquanto são apurados os factos sob investigação.»
Insistindo que tem sido prejudicado pelas arbitragens neste início de época - diz mesmo que só os jogos com o Arouca e o Rio Ave não tiveram lances a prejudicá-lo -, o FC Porto manifesta que se reserva o direito de agir judicialmente em defesa do seu bom nome.
«O FC Porto está a avaliar o sucedido e adotará todas as medidas que se revelem necessárias e adequadas à proteção do seu bom nome, da sua reputação e da sua imagem institucional, não deixando de recorrer, para esse efeito, aos meios que considere legalmente adequados.»
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