Portugal não consegue calcular quanto custa cada grande fogo
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Conferência de imprensa da Rádio Observador. Durante os próximos minutos passamos em revista os destaques da imprensa nacional e internacional. Eu sou o Carlos Pedro, hoje a edição é com o jornalista Hugo Fortunato de Oliveira. Bom dia, Hugo.
Vamos começar com o Diário de Notícias, que faz manchete com os fogos: Portugal não consegue calcular quanto custa cada grande incêndio.
A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil admite que tem dados financeiros e operacionais, mas que estes registos estão dispersos por diferentes sistemas, ou seja, não é possível associar todas as despesas a uma ocorrência específica. Este é um problema que foi também identificado pela Comissão Técnica Independente no relatório sobre os incêndios de agosto do ano passado, mas já em 2021 o Tribunal de Contas tinha alertado para a inexistência de um sistema que permitisse identificar os custos da prevenção e do combate aos incêndios. A Proteção Civil reconhece a necessidade de melhorar o sistema, mas admite que não há ainda medidas aprovadas ou um calendário definido para o fazer.
Já o jornal Público dá conta do fim de um plano com 20 anos para a criação de um centro financeiro na baixa de Lisboa. Isto com a saída do Banco de Portugal da zona.
O supervisor bancário vai deixar as atuais instalações. No local, mantém-se apenas o Museu do Dinheiro, com a saída dos trabalhadores. A presença do Banco de Portugal na Baixa passa a ter, sobretudo, uma dimensão histórica e cultural. A mudança acontece numa altura em que várias instituições financeiras estão a concentrar trabalhadores fora do centro histórico da cidade, sobretudo em zonas como Entre Campos e o Parque das Nações. A lógica é juntar equipes num mesmo espaço para reduzir custos e tornar os métodos de trabalho mais eficientes. Também a seguradora Fidelidade vai seguir este caminho. A partir de setembro, começa a transferir cerca de 2500 trabalhadores para a nova sede em Entrecampos.
Olhamos ainda para o Jornal de Negócios, com destaque para os juros. O Banco Central Europeu está menos pressionado depois de divulgados os novos indicadores.
As expectativas de inflação dos consumidores recuaram em julho e o crescimento dos salários também abrandou para 2,4% no segundo trimestre. Os indicadores das empresas mostram igualmente uma menor pressão sobre os preços. São sinais que dão alguma folga ao BCE e que podem adiar uma nova subida dos juros. Ainda assim, com a inflação nos 2,9%, acima da meta de 2%, uma subida das taxas continua ainda em cima da mesa, já na próxima reunião a 10 de setembro.
Feita a ronda pela imprensa nacional, passamos aos títulos internacionais, a começar pelo espanhol ABC, que faz manchete com a crise migratória em Ceuta.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em observador.pt — o conteúdo pertence a Observador.