Alto Minho e Galiza querem rio Minho como reserva da biosfera da UNESCO
O Agrupamento Europeu de Cooperação Territorial (AECT) Rio Minho quer apresentar uma candidatura à UNESCO para o reconhecimento do rio Minho como Reserva da Biosfera Transfronteiriça, revelou hoje à Lusa o diretor da organização.
"A AECT decidiu fazer esta candidatura e foi aprovado o projeto de candidatura [à Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO, na sigla em inglês)]. Ainda estamos a trabalhar no sentido de preparar essa candidatura, no sentido de ver se é possível, mas é um objetivo", explicou José Manuel Carpinteira, diretor do AECT Rio Minho e presidente da Câmara de Valença, no distrito de Viana do Castelo.
O autarca esclareceu que, na sexta-feira, em Tui, na Galiza, "vão ser ouvidas várias entidades" e partilhadas "experiências de construção e gestão deste tipo de espaços naturais".
"Para termos um pouco a ideia do que é que pode vir a ser esta biosfera do rio Minho", justificou o diretor do AECT, que é composto pela Comunidade Intermunicipal do Alto Minho e pelo governo da província de Pontevedra e tem por objetivo promover a cooperação territorial transfronteiriça.
A sessão pública "Objetivo Reserva da Biosfera do Rio Minho Transfronteiriço" realiza-se a partir das 17:00 no Centro Sociocultural de Tui, na Galiza, em Espanha.
Em março, o AECT divulgou que o projeto ECOFRONT_MINHO, aprovado no âmbito do Programa Interreg Espanha–Portugal, estava a ser desenvolvido com um conjunto alargado de parceiros institucionais dos dois países, "com o objetivo de estabelecer as bases para a criação de uma futura Reserva da Biosfera da UNESCO no território transfronteiriço do Rio Minho".
O projeto tem um investimento global aprovado de 985,4 mil euros, cofinanciado em 75% pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER).
A iniciativa "assenta numa abordagem inovadora e integrada, que conjuga a governança territorial, a conservação da biodiversidade e a valorização sustentável dos recursos naturais".
O projeto "procura consolidar o trabalho conjunto entre entidades portuguesas e espanholas, promovendo uma gestão coordenada, eficiente e assente numa visão partilhada para este espaço natural de elevado valor ecológico".
Entre os principais objetivos destacam-se "o desenvolvimento de modelos de governança sustentável, a proteção e recuperação de ecossistemas, a promoção de infraestruturas verdes e a sensibilização dos diferentes agentes do território para a importância da preservação ambiental e da adaptação às alterações climáticas".
O Ministério da Agricultura e Mar declarou a utilidade pública, com carácter de urgência, de terrenos em várias freguesias de Arcos de Valdevez e Monção, para a criação de faixas de gestão de combustível, refere um despacho hoje publicado.
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