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Economia

Imobiliárias apoiam reformas da habitação, mas travam euforia

ECO ·
Imobiliárias apoiam reformas da habitação, mas travam euforia

O Governo aposta na simplificação de licenciamentos, na mobilização de solos públicos e privados e numa nova versão do Novo Regime de Arrendamento Urbano (NRAU) para tentar destravar a oferta de casas para venda e devolver imóveis devolutos ao mercado de arrendamento.

Os líderes de algumas das maiores redes de mediação imobiliária em Portugal — Era, Keller Williams (KW), Remax e Zome — concordam que as medidas apontam na direção certa, mas nenhum identifica, até agora, um aumento efetivo da oferta disponível para venda ou arrendamento.

A avaliação foi feita em respostas enviadas ao ECO, numa altura em que os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) mostram um crescimento de 21% no licenciamento de fogos em 2025, para mais de 41 mil unidades, face a menos de 35 mil no ano anterior, enquanto as transações de casas caíram 7,7% no primeiro semestre de 2026, apesar de as redes imobiliárias terem registado um aumento de faturação de quase 9% no mesmo período.

É ainda cedo para que estas medidas se traduzam em oferta efetivamente disponível para venda, dado o tempo que ainda demora qualquer processo de licenciamento e construção.

Nuno Ascensão Fundador e regional owner da Keller Williams Portugal “Começam a existir sinais positivos, mas ainda seria precipitado dizer que essas medidas já tiveram um impacto material na oferta disponível para venda” , afirma Rui Torgal, diretor-geral da ERA Portugal, recordando que “a habitação tem ciclos longos” e que “entre a simplificação de um processo de licenciamento, a decisão de investir, a construção e a entrada de uma casa no mercado decorrem normalmente vários anos”.

Para o responsável da ERA, o impacto “só deverá tornar-se verdadeiramente visível ao longo dos próximos dois a quatro anos” , condicionado à estabilidade das regras porque, segundo Rui Torgal,”a oferta não aumenta por decreto, aumenta quando quem quer investir sabe com que regras conta”.

Défice de novas casas inverte pela primeira vez em 11 anos Ler Mais A mesma cautela está presente na leitura de Nuno Ascensão, líder da da Keller Williams Portugal, que reconhece não sentir “no terreno” qualquer aumento expressivo de promoção residencial nova por via da simplificação de licenciamentos ou da mobilização de solos.

“ É ainda cedo para que estas medidas se traduzam em oferta efetivamente disponível para venda , dado o tempo que ainda demora qualquer processo de licenciamento e construção”, sublinha.

Nuno Ascensão destaca, ainda assim, o pacote fiscal que reduziu de 23% para 6% o IVA na construção e reabilitação de imóveis para habitação própria permanente ou arrendamento, aplicável a casas até 660.982 euros ou rendas até 2.300 euros mensais, como “um complemento que pode ajudar a dinamizar a oferta nas faixas de preços mais procuradas”.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em eco.sapo.pt — o conteúdo pertence a ECO.

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